Ex-secretário e empreiteiro alvos da "Buraco Sem Fim" tinham dinheirama em casa
Operação do Grupo de Combate à Corrupção apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo
Dos R$ 429 mil em espécie apreendidos pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) durante a Operação “Buraco Sem Fim”, desencadeada nesta terça-feira (12), mais da metade estava na casa do empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa. Outros maços de dinheiro vivo foram encontrados na residência do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, que atualmente ocupava cargo comissionado na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Conforme o Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso do Sul, o ex-secretário recebia salário bruto de R$ 36.950,99 na Agesul desde que deixou a Prefeitura de Campo Grande. O valor apreendido na residência dele corresponde a pouco mais de cinco vezes a remuneração mensal.
- Leia Também
- Prefeitura demite engenheiro e chefe do tapa-buraco presos em operação
- Veja quem é quem: “Buraco Sem Fim” levou 5 servidores e 2 empresários à prisão
Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa é pai de Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., empresa investigada. O pai também é proprietário de construtora, a 2 ABT Construções Ltda., aberta em 2018.
A operação apura suspeitas de fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande. Ao todo, sete pessoas foram presas preventivamente. Entre os alvos, além de Rudi Fiorese e dos empreiteiros Antônio Roberto e Antônio (filho), estão o engenheiro Mehdi Talayeh, que exercia a função de superintendente de Serviços Públicos da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos); Edivaldo Aquino Pereira, que era o responsável pela Gerência de Manutenção de Vias, setor que comanda as operações de tapa-buracos, do município; e os servidores municipais Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira.
A investigação aponta possível esquema de corrupção envolvendo medições de serviços, contratos públicos e pagamento por manutenção de ruas asfaltadas, supostamente feito de forma irregular.
Após a operação, a Prefeitura de Campo Grande informou a exoneração e afastamentos dos funcionários da Sisep. Já o governo estadual também decidiu demitir Rudi Fiorese.
Em entrevista ao Campo Grande News, o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad saiu em defesa do ex-secretário, que integrou a gestão municipal durante seu mandato. “Tenho certeza que ele é correto”, afirmou ao comentar a prisão do ex-secretário.
Outro lado – As defesas dos investigados ouvidas pela reportagem informaram na porta do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), para onde os presos foram levados, que ainda não tiveram acesso integral aos autos e por isso não se manifestariam por enquanto.
A Prefeitura de Campo Grande informou, por meio de nota, que a investigação "se refere a contratos de manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017", ou seja, “em gestão passada”. “A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos”.
“Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas. Outras medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos em função dos acontecimentos”, completa o texto.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


