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Médicos rejeitam mudança que prevê atendimento psiquiátrico em 20 minutos

Categoria destaca que o tempo seria curto para a atenção necessária; prefeitura afirma que não terá alteração

Por Ketlen Gomes | 12/05/2026 19:42
Médicos rejeitam mudança que prevê atendimento psiquiátrico em 20 minutos
Reunião do conselho de médicos nesta segunda feira, profissionais presentes preferiram não se identificar. (Foto: Reprodução/Sinmed)

Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) enviou nesta terça-feira (12) à Prefeitura de Campo Grande um pedido para suspender as mudanças propostas pela Sesau, que aumentam o número de atendimentos em saúde mental na rede municipal. Segundo a categoria, caso a medida seja implementada, cada consulta teria duração média de 20 minutos, o que os profissionais consideram inviável.

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O Sinmed-MS solicitou à Prefeitura de Campo Grande a suspensão por 30 dias de mudanças propostas pela Sesau que ampliariam para 18 os atendimentos psiquiátricos em plantões de seis horas. A categoria rejeitou também uma proposta alternativa de 12 consultas por plantão. A prefeitura informou que não houve mudança nos atendimentos e que a agenda será mantida conforme já realizado nas unidades.

A proposta da prefeitura prevê ampliar para 18 os atendimentos psiquiátricos em plantões de seis horas. O sindicato afirma que foi contra a medida, e durante a reunião foi proposto um outro aumento, de 12 consultas por plantão, além da possibilidade de dois encaixes, e aguarda retorno do município.

O presidente do sindicato, Marcelo Santana, afirmou que houve reunião com representantes da prefeitura para discutir o tema e apresentar a posição da categoria contrária à mudança. Após assembleia com médicos da área, realizada nesta segunda-feira (11) à noite, os profissionais rejeitaram as duas alterações e o Sinmed decidiu pedir a suspensão das mudanças por 30 dias, para abertura de negociação.

Segundo o sindicato, os atendimentos na área de saúde mental atualmente seguem metas quali-quantitativas definidas por lei municipal. A categoria alega que o novo modelo praticamente dobraria o volume de consultas exigidas dos profissionais da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial).

Os médicos que seriam impactados pela medida atuam em serviços da rede municipal voltados à saúde mental e, conforme o sindicato, trabalham em equipes coordenadas por psiquiatras, seguindo diretrizes nacionais.

“A saúde mental é uma especialidade extremamente grave, que foi negligenciada ao longo do tempo e que precisa evoluir muito, porque depois que a tragédia acontece, com o aumento do número de desfechos fatais com pacientes, a gente perdeu tempo de conseguir mudar alguma coisa. É um assunto muito delicado que não pode ser tratado apenas como números pelo gestor, tem que ser tratado de uma forma séria e de conhecimento técnico”, afirmou Marcelo Santana.

A prefeitura informou em nota que não houve mudança nos atendimentos e que, após o diálogo com o sindicato, será mantida a agenda, conforme já vinha sendo realizada nas unidades.

“A medida visa garantir a organização dos fluxos assistenciais, a conformidade administrativa, a segurança jurídica dos profissionais e a eficiência da gestão pública, assegurando que os atendimentos à população nos Caps (Centros de Atendimento Psicossociais) e no Ambulatório de Saúde Mental ocorram dentro dos marcos legais e assistenciais estabelecidos”, informou em nota.

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