Dólar fecha em R$ 4,89 com pressão da inflação nos Estados Unidos
Alta de preços nos EUA atinge maior nível em 3 anos e derruba bolsa brasileira
O dólar comercial fechou esta terça-feira (12) em alta de 0,09%, cotado a R$ 4,89, após a divulgação da inflação dos Estados Unidos, que registrou o maior avanço em três anos. O mercado reagiu aos dados de aumento nos preços americanos, agravados pela guerra entre EUA e Irã, enquanto o Ibovespa caiu 0,86%, aos 180.342 pontos.
RESUMO
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O dólar fechou em alta de 0,09%, a R$ 4,89, após dados de inflação nos EUA de 3,8% em 12 meses, maior taxa desde 2023. O Ibovespa recuou 0,86%, aos 180.342 pontos. O petróleo Brent subiu 3,38%, a US$ 107,73, impulsionado pelo conflito entre EUA e Irã. No Brasil, o IPCA de abril foi de 0,67%, com alimentos e saúde como principais vilões. A Petrobras lucrou R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, queda de 7,2%, e pagará R$ 9 bilhões em dividendos.
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,6% em abril, segundo o Departamento do Trabalho americano. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,8%, maior taxa desde maio de 2023. O resultado reforçou a expectativa de manutenção dos juros elevados pelo Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA).
O conflito no Oriente Médio também influenciou os mercados internacionais. O petróleo Brent avançou 3,38% e fechou cotado a US$ 107,73 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate) subiu 4,32%, a US$ 102,31. O temor de novos ataques e possíveis impactos no Estreito de Ormuz elevou a preocupação global sobre abastecimento de petróleo e inflação.
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou desaceleração da inflação oficial em abril. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,67%, abaixo dos 0,88% registrados em março. Apesar disso, os alimentos continuaram como principal pressão sobre o orçamento das famílias.
O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 1,34% no mês. Saúde e cuidados pessoais avançaram 1,16%. Juntos, os dois segmentos responderam por cerca de dois terços da inflação registrada em abril.
A Petrobras também permaneceu no radar do mercado financeiro. A estatal anunciou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia ainda aprovou pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas.
No acumulado do ano, o dólar registra queda de 10,81%. Já o Ibovespa mantém alta de 11,93%, mesmo com a sequência recente de perdas.


