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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

12/11/2018 17:01

Com aporte de R$ 2,5 milhões, governo garante 196 casas no norte de MS

Dinheiro estadual vai ajudar na garantia de construção de moradias populares em Paranaíba e Chapadão do Sul

Humberto Marques
Reinaldo destacou que pagamento à vista de recursos garantiu execução de obras. (Foto: Paulo Francis)Reinaldo destacou que pagamento à vista de recursos garantiu execução de obras. (Foto: Paulo Francis)

Foram assinados na tarde desta segunda-feira (12) na Governadoria, em Campo Grande, atos que garantem a construção de 196 unidades habitacionais em dois municípios do norte de Mato Grosso do Sul. Serão 100 moradias em Paranaíba –a 422 km da Capital– e 96 em Chapadão do Sul (321 km), financiadas com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida e que representam investimento total de R$ 15,9 milhões. Além disso, permitiram a retomada de obras de habitação em cidades que aguardavam, há pelo menos dez anos, por casas populares.

Segundo destacou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), os R$ 2,5 milhões em recursos estaduais funcionam como contrapartida necessária para a liberação das obras, sendo depositados em parcela única. “Sem esse dinheiro a Caixa Econômica Federal não autoriza o início das obras”, destacou o governador, em ato na presença de deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Reinaldo também destacou o fato de as moradias serem garantidas em um momento de retração no setor habitacional público: entre 2010 e 2014, segundo ele, o governo federal liberou 1,6 milhão de habitações no país. De 2015 a este ano, o número é de cerca de 130 mil em todo o Brasil. “Os programas diminuíram muito. Devemos fechar este ano com 25,8 mil moradias entregues no Estado em quatro anos”, afirmou o governador, que destacou insistir em Brasília para, ainda neste ano, conseguir mais casas populares para o Estado.

Espera – A assinatura dos contratos contou com a presença dos prefeitos Ronaldo Miziara (PSDB), de Paranaíba, e João Carlos Krug (PSDB), de Chapadão. Ambos frisaram o fato de que seus municípios aguardam há anos o lançamento de novos projetos habitacionais de grande porte –Miziara disse que Paranaíba não recebe novas casas populares há 12 anos, enquanto Krug disse que a espera dos sul-chapadenses chega a dez anos.

Maria do Carmo Avesani disse aguardar posicionamento do futuro governo federal sobre investimentos no setor. (Foto: Paulo Francis)Maria do Carmo Avesani disse aguardar posicionamento do futuro governo federal sobre investimentos no setor. (Foto: Paulo Francis)

“Tivemos 16 unidades do Lote Urbanizado, mas temos uma demanda crescente na faixa de renda de até R$ 1,8 mil. Somos a cidade que mais ganha moradores anualmente, segundo o IBGE”, destacou Krug, afirmando já ter preparado mais dois projetos de 96 unidades habitacionais para sua cidade.

A diretora-presidente da Agehab (Agência Estadual de Habitação Popular), Maria do Carmo Avesani, explicou que a demora em se atender demandas no setor é ligada a “fatores complexos”. Em Chapadão, por exemplo, destacou que o avanço populacional torna terrenos mais caros, levando o poder público a buscar opções para solucionar a questão “e conseguir atender à demanda”. Questões burocráticas e a situação do município junto a órgãos de fiscalização, destacou ela, também são impeditivos.

A secretária antecipou que nos próximos dias estará em Brasília em busca de mais projetos na área. Presidente do Fórum Nacional de Cohabs, ela explica que uma reunião do colegiado nos próximos dias deve resultar em solicitação para que a gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) aponte como devem ficar os aportes no setor a partir de 2019.

O superintendente da Caixa no Estado, Evandro Narciso de Lima, confirmou que há outros projetos do Estado protocolados no banco e aguardando apreciação no Ministério das Cidades. Segundo ele, mesmo com o fechamento do atual governo federal, “ainda há possibilidade de liberação de novos projetos para Mato Grosso do Sul”. Sobre o futuro do setor na próxima administração federal, ele destacou que, embora ainda não haja indicativos sobre alocação de recursos em todos os programas, Bolsonaro “já afirmou que vai manter o Minha Casa, Minha Vida”.

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