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Interior

Com medo de “justiceiros”, assaltantes abandonam carro e motos roubados na rua

SUV e três motos foram deixados nas ruas de Pedro Juan Caballero entre ontem e hoje

Por Helio de Freitas, de Dourados | 05/08/2021 16:27
SUV da Hyundai roubado e abandonado em rua de Pedro Juan dez dias depois. (Foto: Divulgação)
SUV da Hyundai roubado e abandonado em rua de Pedro Juan dez dias depois. (Foto: Divulgação)

Entre a tarde de ontem e a manhã desta quinta-feira (5), três motos e uma SUV Hyundai Creta roubados nos últimos dias foram encontrados abandonados em ruas de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Nas redes sociais, veículos de comunicação locais e moradores especulam se o episódio teria ligação com a atuação dos “justiceiros da fronteira”, grupo de extermínio ao qual são atribuídos seis execuções nas duas cidades, na semana passada.

“Ontem à tarde, delinquentes devolveram um carro roubado à mão armada e hoje, foram encontradas três motos em vias públicas de #PJC. Será efeito dos justiceiros da fronteira?”, questionou em postagem na rede social o site Amambay Ahora.

A única ocorrência policial feita pela Polícia Nacional foi do SUV Hyundai preto, roubado no dia 25 de julho e encontrado abandonado por volta de 17h40 de ontem, no Bairro Cidade Nova. O dono do carro, homem de 28 anos, foi informado sobre o veículo abandonado e chamou a polícia.

Entre os dias 26 de julho e 1º deste mês, seis pessoas foram executadas na linha internacional – cinco em Pedro Juan Caballero e uma em Ponta Porã. Em três locais, foram deixados bilhetes assinados pelos “justiceiros da fronteira”, que prometem matar assaltantes para acabar com os roubos nas duas cidades.

Também teve o caso de um rapaz sequestrado e esquartejado em Ponta Porã. Ao lado do corpo, foi deixado bilhete ameaçando outros dois moradores da fronteira, mas sem assinatura dos “justiceiros”. Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que este crime tem ligação com brigas entre quadrilhas.

Também no fim de semana, grupo identificado como “Guardiões do Crime do Brasil” promete reagir contra os “justiceiros da fronteira” e promover “o maior derramamento de sangue já visto”.

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