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Interior

Combate a incêndios no Pantanal será reforçado por brigadistas do DF e SC

Ao todo serão mais 121 brigadistas, sendo 60 do Distrito Federal, 20 de Santa Catarina e 41 do PrevFogo/Ibama

Por Adriano Fernandes | 28/09/2020 23:19
Equipe de brigadistas em frente a mais um enorme foco de incêndio. (Foto: Sílvio de Andrade)
Equipe de brigadistas em frente a mais um enorme foco de incêndio. (Foto: Sílvio de Andrade)

Além de outros três aviões que serão empenhados nos incêndios no Pantanal, mais 121 brigadistas também irão reforçar o combate aos focos por terra, já a partir desta terça-feira (29), segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

“Amanhã já chegam a Mato Grosso do Sul mais 41 brigadistas e já está confirmado em torno de 60 brigadistas do Distrito Federal e 20 de Santa Catarina”, informou Verruck. A medida foi autorizada pelo Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles após o agravamento no número de queimadas durante o último final de semana.,

“Tivemos um final de semana de situação extremamente dramática, saímos sexta-feira de 17 focos no Estado para mil focos no sábado em várias regiões. Então, continua preocupante, continua em alerta e os próximos dias serão de muita seca, baixa umidade e de grande risco de incêndio em todo o Estado”, completa o secretário.

Serra do Amolar – Nesta segunda-feira (28), às 15h, uma das equipes de integram a força-tarefa de combate ao foco atendeu a um incêndio na Fazenda Santa Tereza, na Serra do Amolar onde o fogo queimou uma casa de moradores e se alastrou pela vegetação nativa. Pouco antes, por volta de 13h, o incêndio que há uma semana rompe pelo entorno da serra chegou a 30 metros da sede da Reserva Eliezer Batista, base das operações antifogo. Por lá o fogo gerou um tumulto e desespero entre os moradores. Rapidamente, bombeiros, fuzileiros da Marinha e funcionários da ong Instituto Homem Pantaneiro (IHP), ong que gerencia a unidade de conservação, combateram as chamas.

“Foi assustador”, comentou a funcionária da reserva Keli Munique Silva, que correu para o galinheiro próximo a sua residência e salvou três galinhas, enquanto o fogo se aproximava. As chamas foram contidas na sede e tomou rumo a uma reserva vizinha. “Se o fogo se alastrar pode entrar pelo vale e chegar à serra”, explicou o tenente bombeiro Pedro Faria, do Paraná.

Funcionária de reserva resgatando galinhas ameaçadas pelo fogo.(Foto: Sílvio de Andrade)
Funcionária de reserva resgatando galinhas ameaçadas pelo fogo.(Foto: Sílvio de Andrade)

A força-tarefa que atua na região da Serra da Amolar para combater os focos de calor conta com 65 homens, dentre bombeiros de MS e PR, marinheiros, brigadistas do Ibama, ICMbio e de organizações não-governamentais. Devido a concentração os focos de calor no entorno do Amolar, a base da Operação Pantanal II foi montada na Eliezer Batista, onde os bombeiros têm acomodação e alimentação. A Serra Negra, reserva vizinha, servirá de base para o helicóptero do ICMbio, que deve operar a partir desta terça-feira. O abastecimento de combustível será feito por um caminhão com 10 mil litros, vindo de Corumbá em uma lancha.

Cai do céu, mas não é chuva - Mesmo com pouca visibilidade, nesta segunda-feira (28) o avião Air Tractor, contratado pelo Governo do Estado, conseguiu realizar seis lançamentos de água, totalizando 12 mil litros, no vale entre as baías Mandiore e Taquaral, na divisa entre  Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Neste ponto, 30 homens abrem uma frente de defesa para impedir a progressão do fogo para a Serra do Amolar e outras duas reservas.

Os bombeiros e brigadistas se revezam na formação de uma linha de contrafogo a 10 km do fogo que avança pelo vale da morraria. Esse fogo também se deslocou no sentido Oeste, em direção da Fazenda Santa Tereza, situada na fronteira com a Bolívia. A equipe de bombeiros que se deslocou por terra para a fazenda levaria 40 minutos de barco e andaria 18 km para chegar ao local.

Brigadistas combatendo focos em incêndio. (Foto: Sílvio de Andrade)
Brigadistas combatendo focos em incêndio. (Foto: Sílvio de Andrade)


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