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Interior

Comércio pega carona em greve e fecha as portas contra carga tributária

Comerciantes de Dourados pedem menos impostos e combustíveis com preços justos; lojas ficarão fechadas das 15h às 16h

Por Helio de Freitas, de Dourados | 28/05/2018 15:06
Lojas de Dourados fecharam as portas às 15h e funcionários ficaram na calçada (Foto: Fabiane Dorta)
Lojas de Dourados fecharam as portas às 15h e funcionários ficaram na calçada (Foto: Fabiane Dorta)

As lojas do centro comercial fecham as portas por uma hora nesta tarde em Dourados, a 233 km de Campo Grande. O ato é em apoio à greve nacional dos caminhoneiros e recebeu adesão da maioria dos estabelecimentos comerciais do quadrilátero central.

O protesto foi decidido em reunião na manhã de hoje na Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), envolvendo ainda a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Acomac (Associação dos Comerciantes de Materiais para Construção), Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados e Sindicato Rural.

Também integram o protesto a Faems (Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul) e os movimentos “Combustível Justo” e “Menos Impostos, Mais Liberdade”.

Segundo a assessoria da Aced, os comerciantes de Dourados foram orientados a aderir à paralisação com o fechamento das lojas das 15h às 16h. A mobilização é em apoio à paralisação dos caminhoneiros e contra a alta carga tributária.

O apoio das entidades à greve dos caminhoneiros começou ainda na semana passada, com doação de alimentos e de água para os manifestantes que permanecem nos três pontos de concentração na BR-163.

Representantes do comércio afirmam que o objetivo é demonstrar o apoio aos caminhoneiros e a insatisfação com a alta carga tributária, que, segundo eles, está acabando com o país.

“O povo brasileiro não aguenta mais impostos. Um bilhão e 700 milhões de reais para o fundo partidário é muita coisa. Se o governo parar de gastar mal e estancar a corrupção vai conseguir fechar as contas sem penalizar o povo”, afirmou o empresário, que pediu para não ter o nome citado.

Segundo ele, as entidades decidiram fazer o ato sem promoção pessoal. O dirigente afirmou que as lojas também ficarão fechadas no mesmo horário em pelo menos outras 30 cidades de Mato Grosso do Sul.