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Interior

Conflito com indígenas, faz prefeitura antecipar férias escolares em Amambai

Decisão se deu após solicitações de diretores indígenas das unidades, por causa dos conflitos na região

Por Karine Alencar | 04/07/2022 16:38
Alunos da Secretaria Municipal de Educação do município durante atividades escolares (Foto: Prefeitura de Amambai)
Alunos da Secretaria Municipal de Educação do município durante atividades escolares (Foto: Prefeitura de Amambai)

A Prefeitura de Amambai, através Semed (Secretaria Municipal de Educação), decidiu antecipar o recesso escolar dos alunos indígenas. A decisão se deu após solicitações de diretores das unidades de ensino, devido aos conflitos por lideranças na região.

Conforme a Secretária de Educação de Amambai, Zita Centenaro, foi necessário algumas alterações no organograma, que começou a valer já na última sexta-feira (º1), afastando desde essa segunda-feira (4), os alunos do ambiente escolar. Sem mencionar as escolas específicas, Zita afirmou que três unidades devem aderir às intervenções.

"Foi um pedido dos diretores, todos indígenas, que se deu pelos conflitos internos por lideranças e nós decidimos atender", comenta a titular da pasta. Com a readequação, ao invés dos estudantes encerrarem as atividades no dia (15) de julho e retornarem em (1º) de agosto, os alunos aderiram às férias já no dia (1º) de julho, com retorno marcado para o dia (18) do mesmo mês.

Confrontos- Dois conflitos entre indígenas e policiais militares foram registrados em Mato Grosso do Sul na sexta-feira (24), e aconteceram um dia depois do protesto nacional contra o marco temporal.

Em Mato Grosso do Sul, os guarani-kaiowá ocuparam duas áreas nas cidades de Naviraí e Amambai, distantes 359 km e 351 km de Campo Grande, respectivamente. Em Amambai, o conflito foi na fazenda Borda da Mata, chamada pelos guarani de "Território de Guapoy".

Vítimas- Ferido a tiros, o guarani-kaiowá Vito Fernandes, 42, morreu, além de um adolescente de 13 anos. Oficialmente, outros sete índios ficaram feridos, mas a comunidade afirma que pelo menos 30 foram atingidos por munições reais e de borracha, mas a maioria não procurou atendimento médico. O Choque diz que três policiais também ficaram feridos.

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