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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/12/2017 10:35

Contando os dias para extradição, Paraguai reforça segurança de Pavão

Helio de Freitas, de Dourados
Polícia Nacional reforçou segurança na sede de grupo de elite, onde Pavão está preso, em Assunção (Foto: ABC Color)Polícia Nacional reforçou segurança na sede de grupo de elite, onde Pavão está preso, em Assunção (Foto: ABC Color)

Forças da Polícia Nacional reforçaram a vigilância em torno da sede da Agrupación Especializada, em Assunção, capital do Paraguai, onde está preso o narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão, 49. Na noite de ontem (4) e nas primeiras horas desta terça-feira, houve uma forte movimentação de viaturas e homens armados com fuzis nos arredores do quartel do grupo de elite.

Fontes policiais revelam que a ordem para reforçar a segurança partiu do alto comando da Polícia Nacional por medo de uma tentativa de resgate do narcotraficante, apontado como o maior fornecedor de cocaína para o Brasil na atualidade. Pavão tem apoio de facções criminosas que atuam na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Nesta semana, a Justiça do Paraguai enviou ofício à Interpol informando que não há impedimento legal para a extradição de Pavão assim que ele cumprir a pena de oito anos por lavagem de dinheiro naquele país. A sentença termina no dia 27 deste mês. A proximidade da extradição deixou a polícia em alerta.

Caminho livre – No ofício encaminhado ontem para a Interpol, a juíza criminal María Gricelda Caballero diz que em maio de 2017 a Justiça brasileira já tinha solicitado a extradição de Jarvis Pavão para cumprir a pena de 17 anos e 10 meses por tráfico de drogas, no Rio Grande do Sul.

A defesa de Pavão tentou vários recursos para impedir a extradição. Chegou a alegar que não teve acesso aos documentos enviados pelo Brasil para embasar o pedido de extradição, entre os quais conversas telefônicas interceptadas pela polícia brasileira, comprovando que o narcotraficante continua enviando droga ao Brasil, mesmo preso no Paraguai. Entretanto, todos os pedidos foram negados.

Barricadas – De acordo com o jornal ABC Color, pelo menos cem policiais com armas de groso calibre são mantidos no quartel onde Pavão. Barricadas foram colocadas nas ruas de acesso. Desde o início do ano o Paraguai teme uma tentativa de resgate, que incluiria o uso de um helicóptero.

Além de Pavão, a de da Agrupación Especializada abriga vários integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), considerada pelo governo paraguaio a maior organização criminosa em atividade atualmente naquele país, policiais acusados de corrupção e soldados do EPP (Exército do Povo Paraguaio), grupo terrorista que luta contra o governo na região norte do Paraguai.



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