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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

29/07/2016 10:28

Crueldade contra menina estuprada chocou até funcionários de hospital

Criança morreu antes de passar por cirurgia para reconstrução do períneo; delegada disse que bloqueio de rodovia impediu que denúncia chegasse às autoridades na segunda-feira

Helio de Freitas, de Dourados
Vanilson e Rosiane, tios da menina, estão presos (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)Vanilson e Rosiane, tios da menina, estão presos (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)
Delegada mostra chaleira e escova apreendidos na casa onde menina era torturada (Foto: Sidney Bronka/94 FM)Delegada mostra chaleira e escova apreendidos na casa onde menina era torturada (Foto: Sidney Bronka/94 FM)

A crueldade contra a criança indígena de três anos de idade que morreu ontem à noite em Dourados, a 233 km de Campo Grande, comoveu até profissionais de saúde do Hospital da Vida, para onde ela foi levada após ser resgatada da casa da tia, na aldeia Bororó. A mulher e o marido estão presos.

O superintendente do hospital, Genivaldo Dias da Silva, disse que médicos, enfermeiros e auxiliares ficaram chocados com tanta violência contra a criança, que morreu na mesa de cirurgia. Ela passaria por um procedimento para reconstrução do períneo, rompido pela violência sexual.

Genivaldo informou que a menina deu entrada no hospital às 10h50 de ontem, com vários hematomas pelo corpo, inclusive no rosto e nos órgãos genitais, e fratura no fêmur.

“Ela passou pela pediatra, pelo cirurgião geral, pelo ortopedista e cirurgião vascular. A criança tinha um quadro grave de desidratação e desnutrição e morreu na mesa de cirurgia às 21h”, afirmou.

A tia da criança, Rosiane Peixoto, 28, e o marido dela, Vanilson Espíndola Argueiro, 28, estão presos, mas negam o crime. Afirmam que os hematomas e fratura foram provocados por uma queda de bicicleta e que os ferimentos nos órgãos genitais foram provocados por uma escova, durante o banho.

Rosiane tinha a guarda da menina desde dezembro do ano passado após a Justiça decidir que a mãe da não tinha condições de cuidar da criança. A menina chegou a ficar um tempo em um abrigo de Dourados até ser entregue para a tia.

Socorro demorou – A titular da Delegacia de Atendimento à Mulher, Paula Ribeiro dos Santos Oruê, disse que o bloqueio da MS-156, feito pelos índios nesta semana em protesto contra a falta de água na reserva, pode ter contribuído para a demora no socorro à criança.

Segundo ela, o posto de saúde da aldeia Bororó foi informado na segunda-feira que a criança passava por maus tratos e estaria desnutrida e desidratada. Entretanto, como os funcionários do local estavam no protesto, “convocados” pelas lideranças da reserva, a denúncia só chegou ao Conselho Tutelar ontem de manhã, um dia após o fim do bloqueio e três depois de chegar ao posto.

A delegada confirmou, em entrevista à rádio Grande FM, que a criança tinha várias marcas de tortura, inclusive queimaduras nas nádegas e na vagina. A tia disse que a criança se queimou com uma chaleira, mas a polícia suspeita que os ferimentos tenham ocorrido durante uma das sessões e tortura.

Segundo a delegada, Rosiane Peixoto confessou que batia na menina porque ela insistia em defecar na roupa. Por isso teria, conforme a versão da acusada, usado uma escova para dar banho na menina.



Os indios já estão contaminados pelos males dos brancos, falta agora serem tratados como tal. BORDUNA neles
 
Alex André de Souza em 29/07/2016 15:37:40
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