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Campo Grande, Sábado, 21 de Julho de 2018

16/04/2018 09:33

De asas abertas para turistas, arara azul é projeto de mirante no Pantanal

Com 40 metros de altura e de envergadura ave só será menor que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

Danielle Valentim
Monumento só será menor do que o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que mede 73 metros de altura e atualmente é a obra mais alta do Brasil.
(Foto: Divulgação)Monumento só será menor do que o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que mede 73 metros de altura e atualmente é a obra mais alta do Brasil. (Foto: Divulgação)

Após 12 anos da criação do projeto, um mirante no portal de entrada do Pantanal sul-mato-grossense pode sair do papel. Em local estratégico, no Morro do Paxixi, a arara azul de 40 metros de altura e envergadura será instalada de asas abertos com forma de boas vindas aos turistas. Desde o dia 13 de abril profissionais ligados ao fomento da cultura no Estado acampam no morro que fica no distrito de Camisão, em Aquidauana, a 143 km de Campo Grande.

Conforme O Pantaneiro, o local já é conhecido por trilheiros e ciclistas da região por sua natureza deslumbrante com vista espetacular do nascer e pôr-do-sol. Na última sexta-feira (14), integrantes da equipe responsável pelo novo projeto realizaram uma visita técnica.

A escultura será produzida pelo renomado artista plástico sul-mato-grossense, Cleir Ávila. Com 40 metros de altura e de envergadura, o monumento só será menor do que o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que mede 73 metros de altura e atualmente é a obra mais alta do Brasil.

Painda será apresentado oficialmente ao Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.(Foto: Divulgação)Painda será apresentado oficialmente ao Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.(Foto: Divulgação)
Paxixi’, na linguagem dos índios da região, significa ‘panorâmico’. Aí casou tudo, disse o artista Cleir. (Foto: Divulgação)"Paxixi’, na linguagem dos índios da região, significa ‘panorâmico’. Aí casou tudo, disse o artista Cleir. (Foto: Divulgação)

Para a vice-prefeita de Aquidauana, Selma Suleiman, que fez parte da visita técnica, o novo cartão postal de Aquidauana estará localizado em lugar estratégico para contribuir no desenvolvimento do turismo em toda a região.

“Eu vi esse projeto no papel, ocasião em que o Cleir o apresentou para nós. É um sonho que será realizado, algo realmente grandioso que agora se tornará realidade. A expectativa é de que o projeto seja o ponto de partida para que o turismo em Aquidauana possa deslanchar de vez”, avaliou.

O projeto, que ainda será apresentado oficialmente ao Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também passou pelas mãos do turismólogo Matheus Dauzacker. "Esse projeto é antigo, já deve ter 12 anos. Quando eu estava na Secretaria de Turismo do município, tentei buscar recursos, mas não fui feliz. Na época, o que a gente conseguiu foi o empenho de alguns deputados, mas a equipe não conseguiu levar pra frente. Agora, estamos refazendo um grupo, temos arquitetos, engenheiros, designers, ambientalistas, jornalistas, artistas, advogados, publicitários, especialistas em Cultura", explicou.

Cleir, que também é um dos idealizadores do projeto, diz que o ponto de partida sempre foi fazer algo para destacar o deslumbrante cenário natural. “Quando surgiu a ideia de fazer o Mirante do Pantanal, do Movimento Arara Azul, descobrimos, após uma pesquisa, que ‘paxixi’, na linguagem dos índios da região, significa ‘panorâmico’. Aí casou tudo. Há vários anos estamos trabalhando nesse projeto, que ficou por um tempo engavetado, mas agora reunimos uma equipe de pessoas que enxergam o quanto é positivo criar esse monumento aqui, para toda a região”, destacou.

O Mirante do Pantanal será o segundo trabalho de Cleir em Aquidauana. O primeiro foi a escultura da índia terena localizada na Praça dos Estudantes. “Tenho várias obras em Bodoquena, Bonito, Campo Grande, mas esta é uma região que conheço desde guri. Meus amigos iam para Piraputanga e eu vinha para Camisão. Sempre gostei muito, tenho muita intimidade com esse lugar, numa época eu nem fazia escultura ainda”, revelou o artista.



Essa idéia infeliz e devoradora de dinheiro público foi profundamente mal recebida pela comunidade aquidauanense. Os "especialistas em cultura" e demais membros que participaram da "visita técnica" na verdade são um bando de gente sem nenhuma relação com a comunidade e que sequer ouviram o povo de Aquidauana sobre esse trambolho que estão querendo fincar na nossa serra que já é linda e que não precisa desse tipo de sujeira para encantar as pessoas. Esse projeto cheira oportunismo, malversação de dinheiro público e uma boa dose de vulgaridade. Ridículo..... Esperamos que pelo menos dessa vez o Ministério Público cumpra sua função embargando e impedindo essa violência contra nosso patrimônio natural.
 
Luiz Eugenio de Arruda em 23/04/2018 18:33:05
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