Despejo de índios em Rio Brilhante é suspenso até TRF analisar caso
A Justiça Federal suspendeu o julgamento do recurso para derrubar a ordem despejo dos índios Guarani-Kaiowa, que ocupam a fazenda Santo Antônio da Nova Esperança, em Rio Brilhante, distante 163 quilômetros de Campo Grande. A decisão saiu na tarde desta segunda-feira (6). Até sair a decisão, a ordem, que dava prazo até o dia 15, fica suspensa.
A juíza relatora do processo reconheceu que a área é ocupada tradicionalmente pelos Guarani e, portanto, o direito de permanecer nela deve ser garantido.
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Apesar do voto favorável, outros dois juízes solicitaram vistas do processo. Até que outra sessão seja realizada, as famílias permanecem no local. A data do novo julgamento ainda não foi definida.
Foi solicitada uma análise antropológica do local para apontar se a área pertence aos indígenas.
Este é o terceiro pedido de despejo dos Guarani que já ficaram acampados às margens da BR-163. Na ocasião o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) obteve reintegração de posse. Com o despejo, o grupo foi para a área de preservação ambiental da propriedade.
Acampamento – No acampamento onde estão os indígenas tem 170 pessoas, sendo 30 idosos e muitas crianças. Os índios se recusam a sair da terra. A área reivindicada pertence aos herdeiros do deputado estadual e ex-prefeito de Dourados, José Cerveira.