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Campo Grande, Sábado, 17 de Agosto de 2019

23/11/2018 18:51

Dois anos após cair em golpe de traficante, casal é inocentado

Trama inusitada se passou em 2016, data em que casal chegou a ficar pelo menos seis meses em cadeia

Guilherme Henri e Geisy Garnes
Fórum de Três Lagoas (Foto: Divulgação)Fórum de Três Lagoas (Foto: Divulgação)

Em 2016, um casal achava que estava transportando 3 quilos de cocaína em Mato Grosso do Sul. Os dois acabaram presos e chegaram a confessar o crime. Porém, depois de ficarem seis meses encarcerados, laudo pericial da droga apontou que na verdade o pó branco não passava de cafeína.

A absolvição do casal foi publicada hoje (23) pela 1ª Vara de Três Lagoas - a 338 km da Capital. No entanto, a façanha só foi descoberta quando o advogado Célio de Souza Rosa assumiu o caso de um dos envolvidos.

Ele conta, que na época do fato – com o casal preso há seis meses - ele foi contrato pela a avó da envolvida. Ao estudar o processo, nada chamou mais sua atenção do que o laudo pericial.

“Acredito que passou batido por todos, pois os envolvidos tinham confessado o crime. Quando li que não passava de cafeína, entrei com os tramites necessários e os dois foram soltos”, detalha.

Além disso, na época o defensor conta que o Ministério Público tentou manter o casal enganado preso, pedindo uma contraprova da perícia. Contudo, a droga já havia sido incinerada pela polícia.

Diante de todos os fatos, o Ministério Público pediu a Justiça a absolvição do casal, decisão que foi publicada nesta sexta-feira. Os envolvidos não tiveram o nomes divulgados.

"É cafeína e não cocaína" – A trama começou em maio de 2016. O rapaz – que não teve o nome divulgado – recebeu a oferta de ganhar R$ 4,5 mil para pegar cocaína no Paraguai e trazer a Campo Grande.

A primeira etapa foi concluída sem erros, porém ao chegar na Capital, o homem foi tentado pelos contatos. Ele receberia um valor adicional para transportar a encomenda até Minas Gerais.

Ele aceitou a proposta, mas para assegurar que não seriam parados no caminho, o rapaz recrutou uma jovem – apontada no processo.

Sabendo do plano, a mulher aceitou a oferta de ganhar R$ 2 mil e ser acompanhante da empreitada. Contudo, os planos foram frustrados. Em Água Clara, o casal acabou abordado e preso pela polícia.

Na época, os dois chegaram a confessar tudo a polícia e terminaram seis meses atrás das grades. Eles só não contavam que tinham sido enganados antes pelo traficante.

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