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Interior

Enfraquecida por decisão do TJ, greve de professores acaba sem reajuste

Simted afirma que mobilização continua para cobrar reposição de salários de professores e administrativos de 2017 e 2018

Por Helio de Freitas, de Dourados | 29/08/2018 13:32
Professores durante protesto na sede da prefeitura, na semana passada (Foto: Arquivo)
Professores durante protesto na sede da prefeitura, na semana passada (Foto: Arquivo)

Pelo segundo ano consecutivo os educadores de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, encerram uma greve sem conquistar as reivindicações feitas à prefeitura. A decisão foi tomada em assembleia na noite de ontem (28).

Assim com o ocorreu em 2017, uma liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinando que 66% dos servidores continuassem trabalhando enfraqueceu o movimento.

Na assembleia, professores e administrativos aprovaram a suspensão da paralisação iniciada no dia 17, mas prometem manter a mobilização para cobrar o reajuste do piso do magistério. Por dois anos seguidos a categoria não teve reposição na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

“A categoria segue mobilizada pela valorização do magistério e do administrativo educacional, após perdas salariais nos anos de 2017 e 2018. Uma assembleia será convocada para deliberação sobre o cronograma de ações sociais”, afirma o Simted.

No mesmo dia em que a greve foi iniciada, a desembargadora Tânia Borges deferiu liminar em ação impetrada pela prefeitura contra o movimento e estipulou multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão.

Na semana passada, os educadores decidiram manter a greve, “apesar da tentativa autoritária do governo municipal de impor por meio da justiça uma multa diária abusiva aos trabalhadores”. Um rodízio de servidores foi adotado nas escolas, mas a greve não prosperou.

A prefeitura e o Simted continuam negociando. Na semana passada a prefeita Délia Razuk (PR) recebeu representantes dos educadores e uma proposta foi apresentada ontem. O Simted fez uma contraproposta. A prefeitura ainda não se manifestou.

Os educadores cobram reajuste de 7,64% do piso do magistério que deveria ter sido concedido em 2017 e 6,81% de 2018.

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