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Campo Grande, Sábado, 23 de Março de 2019

14/03/2019 09:32

Ex-diretor beneficiado por habeas corpus está entre presos em operação

Anilton Garcia de Souza nem chegou a ganhar liberdade e novo mandado de prisão foi cumprido na PED; outros presos são dois empresários, ex-secretário que já estava na cadeia e servidor

Helio de Freitas, de Dourados
Jorge de Castro (à direita), um dos presos hoje, ao lado de Rosenildo França, preso em dezembro (Foto: Dourados News)Jorge de Castro (à direita), um dos presos hoje, ao lado de Rosenildo França, preso em dezembro (Foto: Dourados News)

Anilton Garcia de Souza, ex-diretor de licitação da prefeitura beneficiado terça-feira (12) por um habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça), é um dos cinco presos hoje (14) na terceira fase da Operação Pregão, em Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Preso na primeira fase, em 31 de outubro do ano passado, Anilton deveria ter deixado ontem a PED (Penitenciária Estadual de Dourados), mas a expedição do alvará de soltura atrasou e a saída era esperada para hoje.

O Campo Grande News apurou que outro já preso que foi alvo de novo mandado de prisão nesta quinta-feira é o ex-secretário de Fazenda João Fava Neto, apontado, assim como Anilton, de ser o chefe da organização criminosa acusada de fraudar licitações da prefeitura da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul em troca de mesadas pagas pelas empresas do esquema.

O novo mandado de prisão contra Fava foi cumprido no Centro de Triagem, em Campo Grande, onde ele está preso desde janeiro deste ano. Ele ficou quase um mês em liberdade após ser beneficiado por um habeas corpus do Tribunal de Justiça na véspera do Natal, mas o próprio TJ revogou a liminar em janeiro.

A reportagem apurou que os outros presos hoje são o diretor financeiro da prefeitura Jorge Rodrigues de Castro e dois empresários, identificados apenas como Madalena e Ademir. Com pelo menos duas décadas trabalhando no mesmo cargo, Jorge é muito conhecido em todos os órgãos da prefeitura.

Mandados de busca de apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos e no setor de licitação da prefeitura. os presos foram levados para a sede do Ministério Público em Dourados.



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