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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

26/02/2019 21:40

Ex-PM de MS que já foi braço direito de Rafaat é preso em São Paulo

Traficante usava documentação falsa em nome de José Antônio Brito

Adriano Fernandes
Adair após ser detidos pelos policiais. (Foto: Direto das Ruas) Adair após ser detidos pelos policiais. (Foto: Direto das Ruas)

O ex-policial militar de Mato Grosso do Sul Adair José Belo, de 47 anos, foi preso nesta terça-feira (26) em São Paulo. Adair já foi braço direito do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani e chegou a ser apontado como sucessor de Rafaat no comando do tráfico de drogas da fronteira, após sua execução em 2016.

As informações ainda extraoficiais, são de que o ex-policial usava documentação falsa em nome de José Antônio Brito e foi preso com certa quantia em dinheiro. Mais detalhes sobre as circunstâncias e o local exato onde o suspeito foi preso ainda não foram divulgados. 

Foragido por tráfico em Mato Grosso do Sul, Adair José foi descoberto em dezembro de 2017 em Rondônia, depois de atirar na cabeça do próprio tio, durante uma briga. À época, o filho do homem baleado na cabeça procurou a polícia no dia seguinte e contou sobre a verdadeira identidade de Adair - que se apresentava como Jorge -, mas o traficante conseguiu fugir.

O filho da vítima contou aos policiais que Adair teria comprado uma fazenda perto de Pimenteiras (RO), de onde comanda o tráfico internacional de drogas. Em buscas na fazenda, os policiais encontraram um revólver 357, uma pistola 9mm adaptada para disparar sem interrupção e diversas munições calibres 22 e 12, mas Adair já tinha desaparecido.

A polícia de Rondônia também ficou sabendo pelo sobrinho de Adair que ele era braço direito de Rafaat e que após a morte do patrão – em junho do ano passado, em Pedro Juan Caballero – o ex-policial assumiu os negócios criminosos e tenta controlar a fronteira, mas enfrenta resistência do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Natural do Paraná, Adair José Belo foi soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, mas desertou em 1994, após executar um sargento da corporação, mando de traficantes. Preso e condenado, se tornou informante da polícia sobre os narcotraficantes, mas depois de cumprir a pena voltou para o crime.

Matéria editada às 22h56 para correção de informação**

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