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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

19/01/2016 14:12

Família tem 5 dias para cremar corpo de brasileira morta na Bolívia

Renata Volpe Haddad
Corpo de Priscila está em estado avançado de descomposição e família tem cinco dias para realizar cremação. (Foto: Reprodução/ Facebook)Corpo de Priscila está em estado avançado de descomposição e família tem cinco dias para realizar cremação. (Foto: Reprodução/ Facebook)

O corpo de Priscila Aparecida Franco da Silva, 26 anos, não pode mais ser transladado, porque já está em estado de decomposição. A família tem cinco dias para realizar a cremação que tem custo de U$ 1,6 mil o que equivale a mais de R$ 6,4 mil. A cremação já foi autorizada pelos legistas de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Segundo informações do Diário Corumbaense, o advogado José Carlos dos Santos, que compõe o grupo humanitário brasileiro que tem auxiliado a família da vítima nas questões legais, alegou que o advogado boliviano Jorge Tito Garrido, do Consulado do Brasil na Bolívia, já está com o atestado de óbito de Priscila.

Após o reconhecimento do corpo por parte de Thiago Henrique Batista Ferreira, companheiro da vítima, e de Ana Cláudia Aparecida Franco, irmã de Priscila, os legistas retiraram os materiais que poderiam ser necessários para exames complementares, liberando, inclusive, o corpo para cremação.

Ainda conforme Jorge Tito Garrido, a família tem, a partir desta terça-feira (19), cinco dias para formalizar a decisão de autorização da cremação do corpo. O advogado do Consulado informou que já está adiantando os papéis para a cremação, com participação legal do promotor da Província de German Busch.

Mas, conforme um amigo da família de Priscila, Ivanil Augusto da Silva, Thiago telefonou para ele na noite de segunda-feira (18) explicando a situação. Segundo o amigo, as doações não chegaram nem a R$ 800. “Não há outra alternativa, vai ter que fazer a cremação do corpo porque o cadáver já não suporta uma viagem, já está em estado de decomposição. A gente quer trazer pelo menos as cinzas para Campinas. Com a campanha que eu fiz, o pessoal ligou demais, mas eram muitos curiosos. Eu arrecadei apenas R$ 710, falta muito e agora tem prazo”, alegou.

Para quem deseja ajudar com doações para cremação do corpo, a família disponibilizou conta bancária. A conta corrente é do Bradesco, agência 046-9 / conta 370.237-5, em nome de Ivanil Augusto da Silva, que tem CPF 102.156.408-70. O titular dessa conta alertou que quem é de Corumbá ou outra cidade de Mato Grosso do Sul deve acrescentar mais um zero no número da agência, ou seja, 0046-9, caso o depósito não seja aceito.

Priscila foi encontrada morta com sinais de violência sexual, espancamento nas costelas e nunca e provável morte por asfixia. (Foto: Reprodução/ Facebook)Priscila foi encontrada morta com sinais de violência sexual, espancamento nas costelas e nunca e provável morte por asfixia. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Caso - Priscila Aparecida Franco da Silva, 26, foi encontrada morta em Puerto Quijarro, cidade boliviana que faz fronteira com Corumbá, na manhã do dia 08 de janeiro de 2016. O corpo estava com sinais de violência sexual, espancamento nas costelas e nuca, e provável morte por asfixia. Ela também estava com as mãos amarradas e com todos os seus pertences, faltando apenas seus documentos.

Conforme relato do marido da vítima ao site Diário Corumbaense, a mulher estaria em Corumbá para comprar roupas na Bolívia e revender em Campinas, mas, a Polícia Boliviana trabalha com outras hipóteses, como a possibilidade de a brasileira ter sido executada por narcotraficantes.

Depois de chegar à cidade brasileira, Priscila teria perdido contato com o marido e ele reconheceu o corpo dela através das imagens divulgadas na internet.



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