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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

19/10/2016 08:33

Fazendeiros completam 2 meses na prisão e TRF nega outro habeas corpus

Dos cinco produtores rurais presos em agosto por ataque a índios, em junho, três já tiveram a liberdade negada

Helio de Freitas, de Dourados
Fazenda Yvu, onde ocorreu ataque; fazendeiros são acusados de homicídio e cárcere privado (Foto: Helio de Freitas)Fazenda Yvu, onde ocorreu ataque; fazendeiros são acusados de homicídio e cárcere privado (Foto: Helio de Freitas)

Os cinco fazendeiros presos pelo ataque armado a índios que invadiram a fazenda Yvu, no município de Caarapó, a 283 km de Campo Grande, completaram ontem dois meses atrás das grades.

Nelson Buainain Filho, dono da propriedade, Eduardo Yoshio Tomonaga, o “Japonês”, Jesus Camacho, Virgílio Mettifogo e Dionei Guedin, foram presos em agosto deste ano após a Justiça Federal acatar pedido de prisão preventiva feito pelo MPF (Ministério Público Federal).

Os cinco fazendeiros são acusados de homicídio, sequestro e cárcere privado. Eles respondem pela morte do agente de saúde indígena Clodioude de Souza, 26, e pelo ataque a tiros que deixou outros seis índios feridos.

Buainain está preso em Campo Grande e os outros quatro na penitenciária estadual de Dourados.

Liberdade negada – Nesta terça-feira (18), o TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo, negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Virgílio Mettifogo.

Foi o terceiro pedido de liberdade negado pela Justiça. No dia 3 de outubro, o TRF já tinha negado habeas corpus para Eduardo Tomonaga.

“Os indícios de autoria são suficientes a embasar a necessidade de sua prisão cautelar, sendo de se frisar que o paciente foi identificado, em duas oportunidades, como sendo uma das pessoas armadas e sem capuz que participaram da retirada dos indígenas da Fazenda Yvu”, afirmou a desembargadora federal Cecília Melo.

A quinta turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) também havia negado a liberdade para Nelson Buainain Filho.

O relator do processo, ministro Ribeiro Dantas, rejeitou a alegação da defesa de que houve confronto entre fazendeiros e índios e reafirmou o uso imoderado da força por parte dos produtores rurais “que não só estavam em franca superioridade numérica, como também estavam munidos de diversos armamentos letais”.

“Soma-se a isso o fato de não haver notícia de qualquer ferimento, ainda que leve, de nenhum dos 200 a 300 produtores rurais envolvidos nos fatos. Não há como se falar em ‘confronto’ quando de um lado há uma morte e diversas lesões corporais decorrentes da utilização de armas letais”, afirmou.

A defesa de Mettifogo, que teve a liberdade negada ontem, disse que vai recorrer ao STJ.



Será que finalmente vamos ter seriedade no trato desses assassinatos de índios aqui no MS?
Até agora tem sido uma verdadeira esculhambação.
Ainda hoje lí que foi arquivado um inquérito que apurava a morte de um índio em sidrolândia, porque apesar de ser constatado pela perícia que o assassinato foi provocado por uma arma da PF, não se sabe quem usou a referida arma.
Agora, esses fazendeiros que achavam que iam inventar a mesma conversa e ficar por isso mesmo se lascaram.
Bem feito. São uns assassinos.
 
Critico em 19/10/2016 20:37:44
Que justiça é essa que mantém 5 pais de família, sem antecedentes criminais, com residência fixa, há mais de 60 dias PRESOS, junto a presos comuns, Enquanto essa guerrilha que chamam de índios, continuam as invasões, continuam com os bloqueios de rodovia, cerceando direitos a inviolabilidade da propriedade privada, cerceando direito de ir e vir, ameaçando entre outros. Por que as penas só atingem um lado? só atingem trabalhadores?
Qual a noção que um desembargador de SP tem da realidade dos conflitos indígenas que acontecem aqui? dessa corja de guerrilheiros, baderneiros que não respeita justiça, polícia nem ninguém?

Qual a pena foi imposta aos indígenas que tomaram as armas e espancaram os policiais na mesma oportunidade?

 
Roma em 19/10/2016 14:31:20
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