ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, TERÇA  14    CAMPO GRANDE 30º

Interior

Inquérito apura derrubada de mata nativa e falhas ambientais em Bonito

Em fazenda a 11 km da cidade, o proprietário transformou tudo em pasto e armazenou combustível de forma errada

Por Kamila Alcântara | 14/04/2026 14:18
Inquérito apura derrubada de mata nativa e falhas ambientais em Bonito
Foto de área desmatada anexada ao laudo do Imasul (Foto: Reprodução)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu inquérito civil para investigar desmatamento e possíveis danos ambientais em uma propriedade rural localizada a cerca de 11 quilômetros da área urbana de Bonito.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para investigar desmatamento e danos ambientais em propriedade rural a 11 quilômetros de Bonito. A investigação parte de auto de infração do Imasul, que apontou supressão de vegetação nativa e irregularidades no local. O MP avalia assinar um Termo de Ajustamento de Conduta ou ajuizar ação para garantir a regularização da área.

A investigação tem como base um auto de infração do Imasul (Instituto de Meio Ambiente), que identificou a supressão de vegetação nativa e uma série de irregularidades no local. Entre os problemas apontados estão falhas na estrutura sobre curso d’água, armazenamento de combustível sem proteção adequada e a não implementação completa de medidas de conservação do solo.

Para o Ministério Público, o conjunto das irregularidades indica potencial risco ao meio ambiente, especialmente aos recursos hídricos da região, o que motivou a abertura do procedimento para avaliar a necessidade de reparação dos danos.

Essa área já havia sido alvo de notificação ambiental, e o proprietário apresentou defesa técnica aos órgãos competentes. No material, ele sustenta que a retirada da vegetação ocorreu com acompanhamento e que medidas foram adotadas para reduzir impactos, como o plantio de cobertura vegetal para evitar erosão.

“A área encontra-se com cobertura vegetal e não foi observado prejuízo aos recursos hídricos”, afirma a defesa, ao argumentar que não houve alteração na qualidade da água mesmo após a intervenção.

O proprietário também alega que o solo da região, com grande presença de pedras, limita o uso agrícola, o que justificaria a manutenção da atividade pecuária no local.

Apesar disso, o Ministério Público aponta que não há comprovação de cumprimento integral das obrigações ambientais, mesmo após a tentativa de adesão a um programa estadual que permite converter multas em medidas compensatórias.

Diante das inconsistências, o órgão avalia a adoção de medidas como a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta ou até o ajuizamento de ação para garantir a regularização da área e eventual reparação ambiental.

O caso segue em investigação.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.