Jovem indígena acusa PM de tentativa de estupro após ser detida em confronto
Em vídeo postado nas redes sociais, a mãe da vítima e a própria garota falam do suposto abuso
Depois de ação da Polícia Militar em Amambai, na região entre fazendas e a Aldeia Limão Verde, no último fim de semana, policiais teriam tentado abusar de jovem indígena que estaria detida em cela de delegacia na cidade. O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) publicou nota negando a denúncia e a classificando como “desinformação e sensacionalismo”.
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Após ação da Polícia Militar em Amambai, no Mato Grosso do Sul, uma jovem indígena da Aldeia Limão Verde denunciou tentativa de abuso sexual por policiais enquanto estava detida em delegacia. O DOF negou as acusações, classificando-as como desinformação, e afirmou que a jovem não registrou queixa. A operação foi autorizada pela Justiça após indígenas invadirem propriedade rural e furtarem objetos, gerando confronto com a PM.
Em vídeo postado na página Kuñangue Aty Guasu (Grande Assembleia Das Mulheres Kaiowá e Guarani), mãe da vítima e a própria jovem falam do suposto abuso, misturando Português e Guarani. No relato, a menina, cuja idade não foi informada, conta que foi levada à delegacia depois de atuação da PM na aldeia. No fim de semana, indígenas invadiram uma propriedade perto da terra e furtaram objetos, desencadeando confronto que durou até segunda-feira, 27.
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Na postagem, feita ontem, a menina conta ainda que, ao ser colocada na cela, ouviu os policiais dizendo que iriam violentá-la porque “já estava presa”. Quando se aproximaram, na tentativa de consumar o abuso, outro policial apareceu e a salvou.
A página fala que em 27 de abril “as forças policiais avançaram para dentro da aldeia Limão Verde, entrando em residências, se aproximando da escola e efetuando disparos na direção da comunidade. Há registros de indígenas feridos, mulheres, crianças e anciãos em risco iminente e tentativa de estupro de jovem pela polícia”.
Também nas redes sociais, em nota, o DOF informou que “não houve qualquer registro de abuso ou violência sexual durante ou após a operação” e que a jovem que os denuncia “foi devidamente apresentada à autoridade policial e ao Conselho Tutelar, acompanhada por órgãos de proteção, e em nenhum momento apresentou queixa ou relato de tal natureza.”
Além disso, o comunicado ainda relata que a tentativa de vincular a ação policial a fatos inverídicos visa apenas “desviar o foco da resistência violenta sofrida pela tropa, que foi atacada com explosivos e armas brancas”. A Polícia Militar ainda disse que toda a operação foi pautada na legalidade e autorizada pelo Poder Judiciário, “que decretou a prisão preventiva de quatro envolvidos”.
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