ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JUNHO, QUARTA  03    CAMPO GRANDE 17º

Interior

Júri afasta tentativa de homicídio em caso de tiros após briga em bar

Sete anos após ataque em conveniência, acusado é condenado por lesão corporal grave

Por Gustavo Bonotto | 02/06/2026 23:50
Júri afasta tentativa de homicídio em caso de tiros após briga em bar
Vista aérea de Dourados, cidade que sediou o júri. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Tribunal do Júri de Dourados afastou a acusação de tentativa de homicídio contra Lucas Henrique Ribeiro, de 33 anos, e o condenou por lesão corporal grave e posse irregular de arma de fogo. A decisão saiu nesta terça-feira (2), sete anos depois de ele atirar contra Willian Martins da Silva durante uma discussão em uma conveniência no Jardim Canaã III.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Tribunal do Júri de Dourados condenou Lucas Henrique Ribeiro, 33 anos, a um ano e três meses de reclusão por lesão corporal grave e um ano de detenção por posse irregular de arma, após afastar a acusação de tentativa de homicídio. O crime ocorreu em 2019, quando ele atirou contra Willian Martins da Silva após discussão em uma conveniência. Os jurados entenderam que não houve intenção de matar. A pena será cumprida em regime aberto.

Os jurados entenderam que Lucas não teve intenção de matar a vítima. Com isso, o caso deixou de ser tratado como crime contra a vida e passou a ser enquadrado como lesão corporal grave. O juiz Ricardo da Mata Reis fixou pena de um ano e três meses de reclusão pela agressão e um ano de detenção pela posse da arma usada no ataque. O regime inicial é aberto.

O episódio ocorreu na noite de 14 de abril de 2019. Conforme a investigação, a discussão começou quando Willian avisou que o estabelecimento encerraria o atendimento e não venderia mais cerveja. Irritado, Lucas deixou o local de motocicleta e retornou pouco depois armado.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), ele chamou Willian para o portão da residência onde a vítima morava, nos fundos da conveniência, e efetuou os disparos. Os tiros atingiram o tórax e a perna esquerda.

Willian sobreviveu porque recebeu socorro imediato. O laudo médico apontou ferimentos graves e afastamento das atividades habituais por mais de 30 dias. Durante o julgamento, testemunhas relataram que ele ficou internado por duas semanas.

Ao prestar depoimento, Lucas admitiu ter feito os disparos, mas afirmou que não pretendia matar a vítima. Segundo ele, voltou ao local para tirar satisfação sobre a discussão e atirou porque acreditou que seria atacado.

A versão não convenceu os jurados nem o magistrado. A sentença destaca que nenhuma das testemunhas confirmou a existência da faca citada pelo acusado para justificar a reação.

Dias depois do ataque, Lucas se apresentou espontaneamente à polícia e entregou o revólver calibre 38 usado no caso. A arma não possuía registro.

O processo tramitava desde 2020. Após recursos da defesa, o caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidiu desclassificar a acusação inicial de tentativa de homicídio.

Lucas poderá recorrer da condenação em liberdade.