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Interior

Lesões nos dedos indicam que Fernanda tentou se defender

Advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, foi preso na manhã deste domingo

Por Adriano Fernandes | 02/05/2021 18:42
Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos. (Foto: Reprodução Facebook)
Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos. (Foto: Reprodução Facebook)

Principal suspeito de envolvimento no assassinato de Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, o advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, foi autuado pelo crime de feminicídio. Alexandre foi capturado pela Polícia Civil na manhã deste domingo (2) na casa dele, em Nova Andradina, vizinha a Batayporã, cidade onde a vítima foi achada morta, à beira da MS-276, na quinta-feira (29).

O advogado ainda não prestou depoimento ao delegado Filipe Davanso, responsável pela investigação, já que após ser preso ele teve uma crise de hipertensão na delegacia e foi levado para o Hospital da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Mato Grosso do Sul) onde permanece em observação, sob escolta policial.

A principal suspeita da polícia é de que o crime tenha motivação passional, contudo, as circunstâncias do feminicídio ainda estão sendo apuradas. Também não está descartada a participação de outra pessoa no crime. Fernanda foi morta degolada e em seguida arrastada para um milharal onde foi encontrada. Uma lesão nos dedos da vítima indicam que ela tentou se defender do ataque.

A polícia chegou até o advogado depois de encontrar prints de conversas dele com Fernanda armazenadas no notebook da vítima. Os dois já tiveram um relacionamento. “No celular do advogado também há alguns elementos que junto ao depoimento de uma testemunha, dão indícios de autoria em relação a ele”, comenta.

Ainda conforme o delegado, perícia preliminar atestou que o crime ocorreu entre às 19h e 20h de quarta-feira (28). O corpo da vítima só foi encontrado às 6h20 do dia seguinte. O carro do advogado também foi periciado, contudo, a polícia ainda os laudos definitivos dos peritos. Quinze pessoas já foram ouvidas durante a investigação e outras ainda devem ser ouvidas ao longo da semana.

***Com a colaboração de Marcos Donzelli, de Nova Andradina


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