Dois anos após investigação por mortes de bebês, Corumbá terá nova maternidade
O prédio será construído na rua Pedro de Medeiros, onde terá um complexo hospitalar
A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) anunciou a abertura de licitação para a construção do novo PAC Maternidade Porte II no município de Corumbá. O investimento estimado para a obra é de R$ 74.960.829,49.
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A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) abriu licitação para construção de nova maternidade em Corumbá, com investimento previsto de R$ 74,9 milhões. A unidade será integrada ao complexo hospitalar na rua Pedro de Medeiros, ao lado do hospital regional e de uma universidade de medicina. A obra surge após histórico problemático da atual maternidade da Santa Casa local, que registrou cerca de 70 óbitos de bebês entre 2020 e 2021, levando a investigações do Ministério Público. A licitação será realizada em abril de 2024, com critério de menor preço e modo de disputa aberto.
Segundo o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, a estrutura vai fazer parte do complexo hospitalar. “Vai ser ao lado ao hospital regional, vai virar um complexo hospitalar a rua Pedro de Medeiros. Já tem uma sala de parto em construção, vai ter a maternidade, vai ter o Hospital Regional, já tem uma universidade de medicina também”, explicou.
De acordo com o aviso, o critério de julgamento será o de menor preço, com modo de disputa aberto. A execução da obra será no regime de empreitada por preço unitário.
A sessão de abertura da licitação está marcada para o dia 1º de abril de 2026, às 8h30 (horário de Mato Grosso do Sul).
O certame será realizado de forma eletrônica por meio do sistema disponível clicando aqui. O edital completo e seus anexos podem ser consultados nos site da Agesul.
Mortalidade - A maternidade da Santa Casa de Corumbá foi alvo de manifesto devido a mortes de bebês, que já ocorreram por lá.
Conforme já publicado pelo Campo Grande News, em 2022, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar quase 70 mortes de bebês em dois anos na Maternidade de Corumbá. Foram 35 óbitos em 2020 e 34 no ano seguinte.
No dia 17 de março de 2024, familiares que perderam bebês e gestantes participaram de manifestação em Corumbá pedindo a implantação de UTI neonatal na Santa Casa da cidade. Durante o ato, pais e mães lembraram mortes que, segundo eles, poderiam ter sido evitadas com atendimento especializado.
Os participantes denunciaram falhas no atendimento e a falta de estrutura para tratar recém-nascidos e gestantes de risco, situação que tem gerado medo entre grávidas e levado algumas a buscar atendimento em outros municípios.
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