ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, SEXTA  13    CAMPO GRANDE 26º

Interior

Após fraude em licitação, MP indica criação de programa de integridade em Bonito

Prefeitura tem 90 dias para criar mecanismos de controle e transparência

Por Fernanda Palheta | 13/03/2026 09:39
Após fraude em licitação, MP indica criação de programa de integridade em Bonito
Equipes do Gecoc e Gaeco em frente à Prefeitura de Bonito em outubro do ano passado (Foto: Divulgação | MPMS)

Cinco meses depois da Operação Águas Turvas, que constatou esquema de fraudes em licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recomendou que a prefeitura do município, a 229 quilômetros de Campo Grande, crie um Programa de Integridade para prevenir corrupção e irregularidades na administração.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendou à Prefeitura de Bonito a criação de um Programa de Integridade para prevenir corrupção e irregularidades administrativas. A medida surge após a Operação Águas Turvas, que descobriu esquema de fraudes em licitações de obras no município. O programa deve incluir código de ética, canal de denúncias e sistema de gestão de riscos. A operação, realizada há cinco meses, resultou na prisão do secretário de Finanças, um arquiteto fiscal de obras e a gerente do setor de licitações, investigados por corrupção e fraudes desde 2021.

A recomendação, publicada no Diário Oficial do Ministério Público desta sexta-feira (13), dá o prazo de 90 dias para que o programa seja criado. De acordo com a publicação, a medida foi proposta após o município não responder aos ofícios enviados pela 1ª Promotoria de Justiça de Bonito para verificar se existem mecanismos de controle e transparência na gestão pública.

Entre as ações sugeridas estão a criação de código de ética para servidores, canal de denúncias, sistema de gestão de riscos, políticas para evitar conflito de interesses e capacitação sobre integridade e combate à corrupção.

O Ministério Público ainda orienta que a Prefeitura realize diagnóstico de riscos de integridade, usando como referência o “e-Prevenção” do Tribunal de Contas da União, além da divulgação dessas medidas no portal oficial da prefeitura e envio de relatórios ao MP sobre as providências adotadas.

A Operação Águas Turvas investiga esquema de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Bonito. Levantamentos prévios apontam que o grupo atuava desde 2021, manipulando concorrências públicas e favorecendo empreiteiras específicas mediante o repasse de informações privilegiadas.

A investigação terminou com a prisão do secretário de Finanças, Edilberto Cruz Gonçalves, conhecido como “Beto da Pax”; do arquiteto Carlos Henrique Sanches Corrêa, fiscal de obras públicas da cidade e dono da empresa Sanches e Corrêa Ltda; e da gerente do setor de licitação e compras da prefeitura, Luciane Cíntia Pazette.

O nome da operação, “Águas Turvas”, faz referência à perda de transparência — um contraponto à fama de Bonito, conhecido nacionalmente por suas águas cristalinas e belezas naturais. A operação contou com apoio do Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.