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Interior

Marinha abre inquérito sobre barco que virou durante vendaval

Militares dizem que iniciaram socorro, mas mau tempo dificultou manobras em Porto Morrinhos

Por Gustavo Bonotto e Inara Silva | 30/09/2026 21:58

A Marinha do Brasil abriu nesta quarta-feira (30), por meio da Capitania dos Portos do Pantanal, um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do acidente com o barco que virou durante o vendaval de terça (29), na região de Porto Morrinhos, em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. Três pessoas caíram no Rio Paraguai e foram retiradas da água por Adilson Batista e o filho antes que uma equipe militar chegasse ao local.

RESUMO

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A Marinha do Brasil abriu inquérito administrativo, por meio da Capitania dos Portos do Pantanal, para apurar o acidente com um barco que virou durante vendaval na terça-feira (29), em Porto Morrinhos, Corumbá. Três pessoas caíram no Rio Paraguai e foram resgatadas pelo morador Adilson Batista e pelo filho antes da chegada dos militares. A Marinha informou que o Navio Patrulha Poti iniciou o socorro, mas enfrentou dificuldades por causa do mau tempo. Adilson diz que pediu ajuda ao navio e que a lancha recebeu água. Os três passam bem. Os ventos superaram 64 km/h.

Em nota divulgada ao Campo Grande News, o Comando do 6º Distrito Naval informou que o Navio Patrulha Poti iniciou os procedimentos de socorro assim que recebeu o alerta de risco à vida. Segundo a Marinha, a tripulação chegou a lançar uma lancha e começou as manobras para seguir até os náufragos, mas enfrentou dificuldades causadas pelas condições meteorológicas.

Enquanto os militares realizavam esses procedimentos, Adilson e o filho alcançaram o trio em outra embarcação e fizeram o resgate. A Marinha afirmou que os três ocupantes foram levados em segurança para a margem e não detalhou quanto tempo transcorreu entre o pedido de ajuda e a retirada das vítimas da água.

A manifestação ocorre depois de Adilson relatar ao Campo Grande News que procurou o navio da Marinha antes de seguir até os náufragos. Ele contou que pediu ajuda aos militares e que uma lancha preparada para o atendimento recebeu água durante a tentativa de lançamento. Segundo o morador, ele também solicitou que uma embarcação maior fosse utilizada, mas decidiu partir com o filho diante da situação no rio.

O piloteiro afirmou que estava em casa, às margens do Paraguai, quando viu o barco com um casal de turistas e um piloteiro passar pouco antes de virar. De acordo com o relato, os três usavam coletes salva-vidas, mas já estavam cansados e assustados quando ele chegou. O filho ajudou a retirar cada ocupante da água enquanto o pai mantinha a embarcação sob controle em meio às ondas.

Com o trio a bordo, Adilson orientou todos a permanecerem sentados no fundo do barco e seguiu até a margem onde fica a pousada em que os turistas estavam hospedados. Os três passam bem, e o casal já havia retornado à cidade onde mora, conforme as informações recebidas pelo responsável pelo resgate.

Consultada pela reportagem, a Defesa Civil informou que os ventos estavam superiores a 64 km/h por volta das 14h, hora do acidente. Além da virada, o temporal causou quedas de árvores e danos a estruturas em diferentes pontos do município.

Veja a íntegra da nota:

Ladário, 30 de setembro de 2026

A Marinha do Brasil, por intermédio do Com6ºDN (Comando do 6º Distrito Naval), informa que tomou conhecimento de um acidente ocorrido na tarde de terça-feira (29), na região do Porto Morrinhos, em Corumbá, em decorrência das condições meteorológicas adversas.

Após receber o alerta de risco à vida humana, o Navio-Patrulha Poti iniciou os procedimentos necessários para prestar auxílio aos tripulantes da embarcação naufragada, incluindo o lançamento de sua lancha e as manobras para dirigir-se ao local da ocorrência, ambos dificultados pelas condições ambientais no momento. Durante esses procedimentos, uma embarcação civil que se encontrava na área realizou o recolhimento dos náufragos, conduzindo-os para a margem em segurança.

A CFPN (Capitania dos Portos do Pantanal), organização militar subordinada ao Com6ºDN, adotou as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições como Autoridade Marítima. Foi instaurado um IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação), com o objetivo de apurar as circunstâncias e as possíveis causas da ocorrência, bem como reunir elementos para a apuração de eventuais responsabilidades.

A Marinha do Brasil ressalta que a salvaguarda da vida humana constitui prioridade permanente de sua atuação, especialmente diante de situações de emergência no ambiente aquaviário. Nesse sentido, reforça a importância de que os navegantes observem as condições meteorológicas antes e durante a navegação e adotem todas as medidas de segurança necessárias à preservação da vida humana, principalmente quanto ao uso de colete salva-vidas.