“Políticos bons e ruins são frutos de nossas escolhas”, alerta presidente do TRE
Desembargador Carlos Eduardo Contar orienta eleitores sobre cargos em disputa e pede "voto consciente"
A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, o presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), desembargador Carlos Eduardo Contar, reforçou a importância do voto consciente e orientou os eleitores sobre os cuidados para o dia da votação. Em mensagem aos sul-mato-grossenses, ele destacou que a escolha dos representantes passa diretamente pela decisão de cada eleitor.
RESUMO
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O presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, reforçou a importância do voto consciente a poucos dias do primeiro turno, marcado para domingo (4). As seções em Mato Grosso do Sul funcionam das 7h às 16h, e o eleitor terá seis votos: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. A "colinha" em papel é permitida, mas celulares e outros aparelhos eletrônicos são proibidos na cabine. Manifestação individual e silenciosa é liberada, e a boca de urna pode configurar crime eleitoral. É necessário apresentar documento oficial com foto, e o e-Título vale como identificação se exibir a fotografia do eleitor.
“Políticos bons ou ruins são frutos de nossas escolhas. Portanto, vote com consciência”, alertou Contar.
A votação será realizada neste domingo (4), primeiro turno das eleições gerais. Em Mato Grosso do Sul, as seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h. Caso haja eleitores na fila no momento do encerramento, a votação continuará até que todos possam votar, com a distribuição de senhas pelos mesários.
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Neste ano, o eleitor sul-mato-grossense terá seis etapas de votação na urna eletrônica. A ordem será deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.
A principal diferença em relação aos demais cargos está na disputa pelo Senado. Cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes. Se o mesmo número for digitado nas duas vagas, o segundo voto será anulado. Para deputado federal, deputado estadual, governador e presidente, será escolhido apenas um candidato em cada cargo.
Em seu pronunciamento institucional, o desembargador reforçou que o voto é secreto e que a escolha feita na urna deve ser respeitada.
“O voto é secreto e a sua vontade há de ser respeitada. Em nome do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, desejo a todos uma eleição tranquila e segura. O seu voto é a sua voz”, afirmou o presidente do TRE-MS.
Cola de papel é permitida - Contar também chamou atenção para uma alternativa simples para quem ainda precisa memorizar os números dos candidatos. O eleitor pode levar uma anotação com os números que pretende digitar na urna.
A chamada “colinha” eleitoral pode ser levada para a cabine de votação, justamente para facilitar a consulta durante o preenchimento dos seis votos. A Justiça Eleitoral recomenda que os números sejam anotados previamente em papel.
O que não pode é utilizar o celular ou outro aparelho eletrônico dentro da cabine. Celulares, câmeras, relógios inteligentes, rádios e equipamentos que possam registrar imagens, sons ou transmitir informações são proibidos no espaço reservado à votação.
Antes de votar, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. A regra busca preservar o sigilo do voto e impedir o registro ou a comprovação da escolha feita na urna.
O que pode e o que não pode no dia da eleição - No domingo, o eleitor pode fazer manifestação individual e silenciosa de sua preferência política. São permitidos, por exemplo, bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas, desde que a manifestação seja individual e silenciosa.
Por outro lado, é proibida a manifestação coletiva ou ruidosa, assim como qualquer tentativa de abordar ou convencer outros eleitores a escolher determinado candidato, partido, federação ou coligação.
Também não é permitida a distribuição de camisetas ou de material de propaganda. A chamada boca de urna, que inclui pedir votos, distribuir santinhos, arregimentar eleitores ou utilizar meios para influenciar a escolha no dia da votação, pode caracterizar crime eleitoral.
A orientação é que o eleitor chegue ao local de votação já com sua escolha definida e leve apenas o necessário para identificação e para a consulta dos números dos candidatos.
Documentos e e-Título - Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação, passaporte, certificado de reservista e outros documentos de identificação reconhecidos por lei.
O e-Título também pode ser utilizado como identificação quando o aplicativo apresentar a fotografia do eleitor. Se a foto não estiver disponível, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.
A Justiça Eleitoral recomenda ainda que o aplicativo seja baixado ou atualizado antes da eleição e que o eleitor confira antecipadamente o local onde deverá votar. Pelo e-Título, também é possível consultar informações eleitorais e o local de votação.
Seis cargos em disputa - As Eleições 2026 terão disputa para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, duas vagas para o Senado, deputado federal e deputado estadual. No caso de Mato Grosso do Sul, portanto, cada eleitor terá seis escolhas na urna.
No cenário nacional, serão escolhidos 513 deputados federais e 54 senadores, além dos governadores e deputados estaduais de cada unidade da Federação. A eleição para presidente e governador poderá ter segundo turno em 25 de outubro, caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos no primeiro turno, conforme as regras eleitorais.

