Inflação dos EUA abaixo do esperado derruba dólar a R$ 5,17
Ibovespa avança 1,37% aos 186.340 pontos enquanto mercado também acompanha contas públicas no Brasil

O dólar comercial caiu 0,81% nesta quarta-feira (30) e fechou cotado a R$ 5,1743, em um pregão marcado principalmente pela divulgação de uma inflação menor que a esperada nos Estados Unidos. O resultado do índice acompanhado pelo Banco Central norte-americano para orientar a política de juros reduziu a pressão sobre a moeda norte-americana, enquanto investidores no Brasil também avaliaram os novos números das contas públicas.
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O dólar comercial caiu 0,81% nesta quarta-feira (30) e fechou a R$ 5,1743, após a divulgação de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos, que reduziu a pressão sobre a moeda norte-americana. A divisa acumula queda de 5,73% no ano. O Ibovespa subiu 1,37%, aos 186.340 pontos, e avançou 5,03% em setembro. O Banco Central informou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, menor que o de R$ 17,3 bilhões um ano antes. O Brent fechou a US$ 103,50.
No câmbio voltado ao consumidor, o dólar turismo recuou 0,86% e terminou o dia a R$ 5,371. A moeda comercial acumula queda de 0,13% na semana, de 0,10% em setembro e de 5,73% desde o início do ano, mantendo no fechamento do mês a desvalorização registrada ao longo de 2026.
O Ibovespa seguiu no sentido contrário e avançou 1,37%, encerrando o pregão aos 186.340 pontos. O principal índice da B3 soma alta de 1,56% na semana e terminou setembro com ganho de 5,03%, enquanto a valorização acumulada no ano chegou a 15,65%.
No mercado doméstico, as contas do setor público entraram no radar depois que o BC (Banco Central) informou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. O saldo considera União, estados, municípios e empresas estatais e ficou melhor que o déficit de R$ 17,3 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. Em 12 meses, o resultado negativo acumulado alcançou R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB (Produto Interno Bruto).
O petróleo terminou o dia em alta no mercado internacional, em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã e à redução dos estoques de derivados norte-americanos. O barril do Brent para novembro subiu US$ 0,91 e fechou a US$ 103,50, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) avançou US$ 1,04, cotado a US$ 90,42.

