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Campo Grande, Sábado, 23 de Setembro de 2017

01/09/2017 13:15

Médico rebate denúncia sobre atendimento e vai à Justiça contra pai

Anahi Zurutuza

O médico André de Almeida, que foi alvo de denúncia de negligência feita pelo pai de uma criança de 5 anos, garante que as acusações são falsas. Ele afirma ainda que o caso está sendo investigado não só pela Polícia Civil, mas também pelo Hospital Municipal Francisco Sales, em Bodoquena – a 266 km de Campo Grande –, onde ele atua desde 2012.

“Por ética, não posso comentar sobre o atendimento em si. Mas, Pai do menino falou na reportagem não condiz com a verdade”.

Almeida relata que o boato de que ele teria destratado o paciente se espalhou numa proporção inimaginável pela cidade e que o prejudicou muito, assim como sua família. Por isso, ele contratou uma advogada e tomou providências judiciais contra o denunciante.

“Sou médico, responsável, tenho família, uma filha de 2 anos e uma que está para nascer. Mas, tudo isso tomou uma proporção muito grande. Está sendo um momento muito difícil pra mim e para a minha carreira”, comentou nesta sexta-feira (1º) ao pedir para que o Campo Grande News publicasse uma retratação.

“Minha família ficou muito abalada. Minha esposa passou mal, ela está gestante e no fim da gravidez, e está precisando tomar calmantes porque a pressão dela não para de subir. Ela quase teve um parto prematuro”, relatou.

O caso – O operador industrial, Leandro Menezes Dutra, o pai do paciente de 5 anos registrou um boletim de ocorrência, no dia 24 de agosto por preservação de direito contra o médico. Ele alega que Almeida não prestou o atendimento correto, o que acabou agravando o estado de saúde do filho.

“Cheguei, expliquei que meu filho estava passando mal e ele me disse que ali não era o local correto para buscar atendimento, que eu devia ir no posto de saúde, porque o caso não era grave. Mas, nisso ele não tinha nem olhada meu filho ainda”, disse.

O pai conta que mesmo sem examinar a criança, o médico prescreveu um medicamento para alergia e disse que estavam liberados. “Eu falei: o senhor não vai olhar ele? E ele disse que não, que não precisava, pois menino não tinha nada. Eu fiquei indignado, mesmo assim, fui e comprei o remédio”, contou ao Campo Grande News no mesmo dia que registrou o boletim de ocorrência.

Leandro diz que o filho só piorou após tomar o medicamento.

O médico afirma ainda que o pai do paciente divulgou áudios em grupos de WhatsApp de moradores de Bodoquena, inclusive dando o endereço onde Almeida mora com a família. “Tive que levar minha família para Campo Grande, porque temi até pela minha e pela segurança deles”.




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