Morto pelo Choque era comparsa de adolescente do PCC que matou presidiário
Matheus Espíndola de Araújo estava com a prisão decretada e, no domingo, participou da execução em Maracaju

Morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque na noite desta segunda-feira (8) em Sidrolândia, Matheus Espíndola de Araújo, de 22 anos, estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça, acusado de participar de uma tentativa de homicídio em Dourados, em fevereiro deste ano.
RESUMO
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Matheus Espíndola de Araújo, de 22 anos, com prisão preventiva decretada por tentativa de homicídio em Dourados, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque em Sidrolândia na segunda-feira (8). Ele é suspeito de executar Thalis Eduardo, de 26 anos, em Maracaju no domingo (7). Um comparsa, Wesley Menezes, 18, foi preso e confessou o crime. Com a morte, Mato Grosso do Sul registra 57 óbitos por intervenção policial em 2026.
De acordo com o SIG (Setor de Investigações Gerais), da Polícia Civil em Dourados, Matheus era parceiro do adolescente de 16 anos, considerado “missionário” do PCC (Primeiro Comando da Capital), também morto em confronto com policiais, no dia 17 de março.
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No dia anterior, o adolescente havia executado o presidiário Marcos Freire, de 50 anos, o “Maricota”, que chegava ao presídio semiaberto de Dourados para pernoitar. O assassinato foi gravado pelas câmeras do presídio.
O adolescente fugiu do local do crime com a ajuda de um motociclista e se escondeu em uma casa no Jardim Rasselen, região sul de Dourados, onde foi localizado pelos policiais e morto ao trocar tiros com os agentes.
Conforme as investigações do SIG de Dourados, Matheus não participou dessa execução em frente ao presídio, mas, em fevereiro, ajudou o “missionário” do PCC a tentar assassinar um rival da facção na Vila São Brás, região leste de Dourados. Ele teria pilotado a moto que deu fuga ao pistoleiro. A vítima sobreviveu.
Os investigadores descobriram a participação de Matheus de Araújo nesse crime de fevereiro e a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dele. O mandado foi expedido no dia 18 de maio pelo juiz Ricardo da Mata Reis.
Execução em Maracaju – Na manhã de domingo (7), Matheus de Araújo e Wesley Menezes Custódio, de 18 anos, assassinaram Thalis Eduardo Assis de Souza, de 26 anos, que tomava tereré com amigos no Conjunto Olídia Rocha, em Maracaju. Câmera de monitoramento gravou a execução (veja acima).
Ontem à noite, policiais do Batalhão de Choque chegaram a Wesley Menezes Custódio, apontado como um dos suspeitos. Ele foi localizado em Sidrolândia, confessou o crime, apontou Matheus como o outro pistoleiro e revelou onde o comparsa estava escondido.
As equipes foram até o imóvel na Rua Antônio Corrêa Hortêncio, no Residencial Cascatinha II e entraram na residência com autorização da moradora. No local, Matheus teria percebido a chegada dos policiais e fugido para o interior da casa, desobedecendo às ordens de abordagem.
A versão da corporação é de que Matheus saiu de um dos cômodos armado. Os policiais mandaram que ele largasse a pistola, mas o suspeito teria apontado a arma na direção da equipe, momento em que os militares atiraram. Matheus foi atingido, mas como ainda apresentava sinais vitais, foi socorrido ao hospital local, onde o óbito foi confirmado pela equipe médica.
Valquíria Farias de Moura, de 26 anos, apontada como suspeita de participação na execução de Thalis, foi presa em Maracaju. Durante buscas no imóvel onde ela estava, policiais do Choque encontraram munições de calibre 9 mm. Com a morte de Matheus de Araújo, chega a 57 o número de óbitos decorrentes de intervenção policial em Mato Grosso do Sul em 2026.
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