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Interior

Mulheres são condenadas a mais de 80 anos por morte em “tribunal do crime”

Érica Rodrigues Ribeiro foi assassinada com 43 facadas e corpo deixado em área de mata

Por Ana Paula Chuva | 16/04/2026 06:37
Mulheres são condenadas a mais de 80 anos por morte em “tribunal do crime”
Condenadas integram núcleo feminino do PCC (Foto: Reprodução)

Após mais de 11 horas de julgamento nesta quarta-feira (15), quatro mulheres foram condenadas pela morte de Érica Rodrigues Ribeiro, assassinada com mais de 40 facadas após ser submetida a um “tribunal do crime”, em Três Lagoas, distante 327 quilômetros de Campo Grande. A sessão foi presidida pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos.

RESUMO

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Quatro mulheres foram condenadas pela morte de Érica Rodrigues Ribeiro, assassinada com 43 facadas após ser submetida a um tribunal do crime em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Após 11 horas de julgamento, as penas somaram mais de 80 anos de prisão. Elma Virgínia recebeu a maior pena, de 24 anos. O crime ocorreu em 2019 e foi motivado por suspeita de abuso sexual, sem provas, ligada ao PCC.

Somadas, as penas ultrapassam 80 anos de prisão. As rés foram consideradas culpadas por homicídio duplamente qualificado  por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima,  além de integrarem organização criminosa.

A maior pena foi aplicada a Elma Virgínia da Silva Prado, condenada a 24 anos, três meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Andrea Paloma Mendes de Souza recebeu 20 anos e 10 meses, também em regime fechado.

Daniela Garcia Gomes foi condenada a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Ela não compareceu ao júri e, conforme o processo, rompeu a tornozeleira eletrônica. Já Juliana da Silva Matos foi sentenciada a 16 anos e seis meses, em regime semiaberto.

Caso

Conforme denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o crime ocorreu na madrugada de 2 de setembro de 2019 e envolveu diversos integrantes de uma facção criminosa.

A vítima foi sequestrada em casa, levada à força e mantida em cárcere privado, onde passou por um julgamento clandestino promovido por membros da organização. Durante esse período, houve reuniões por telefone entre os envolvidos - chamadas de “radiações” - para decidir o destino da vítima.

Após a decisão pela morte, Érica foi levada para uma área afastada conhecida como “Cascalheira”, onde foi executada com 43 golpes de faca no pescoço, costas e nuca. Laudo pericial apontou que ela não teve chance de defesa, sendo contida enquanto era atacada.

Ainda segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma suspeita de abuso sexual atribuída à vítima. No entanto, as investigações não encontraram qualquer prova ou registro formal que sustentasse a acusação.

A apuração aponta que a justificativa foi usada como pretexto para a execução, dentro da lógica de atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Mulheres são condenadas a mais de 80 anos por morte em “tribunal do crime”
Equipes policiais no local onde corpo da vítima foi achado (Foto: Alfredo Neto | RCN67)


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