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Interior

Município vai decretar situação de emergência após temporal desabrigar moradores

Prefeitura vai comprar materiais de construção, lonas e cestas básicas para os moradores

Por Adriano Fernandes | 15/10/2021 22:22
Moradores improvisando cobertura de residência destelhada pelo vendaval. (Foto: Divulgação)
Moradores improvisando cobertura de residência destelhada pelo vendaval. (Foto: Divulgação)

A prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP) vai decretar situação de emergência, para tentar agilizar o acolhimento e apoio às famílias carentes que tiveram suas casas destelhadas pelo vendaval que chegou a 100 km/h no município, nesta sexta-feira (15).

A Secretaria Municipal de Assistência Social da cidade já tem registrado aproximadamente 80 pedidos de ajuda encaminhados pelos telefones 3272-1492 e 3272-4470. O serviço será mantido em regime de plantão no sábado (16) e domingo (17).

Segundo o procurador jurídico de Sidrolândia, Wellisson Muchiutti, com a situação de emergência, a Prefeitura vai ter base legal para comprar com dispensa de licitação, materiais de construção, lonas, cestas básicas,se for o caso, para as famílias afetadas pelo temporal. "Se for seguir o rito burocrático de compras, as compras vão demorar até 60 dias para se efetivarem", explica. A medida será aplicada apenas as ações de apoio aos desabrigados.

Funcionários da Prefeitura de Sidrolândia durante vistoria em uma das residências. (Foto: Divulgação)
Funcionários da Prefeitura de Sidrolândia durante vistoria em uma das residências. (Foto: Divulgação)

Desde às 15 horas, 45 minutos após a passagem do vendaval, por orientação da prefeita, a Secretaria de Assistência Social montou uma força-tarefa para atender os pedidos de ajuda. Os servidores da secretaria foram divididos em equipes para ver in loco a situação de cada família. No Bairro Porto Seguro, por exemplo, a equipe esteve na casa de Vitória, que está grávida. O vendaval levou todo o telhado (18 telhas e duas vigas) do imóvel. O madeiramento "voou" e levou 15 telhas da casa do vizinho da gestante. Mesmo com todos os imóveis molhados, Vitória se recusou a sair da casa . Os familiares arrumaram uma lona até que o telhado seja refeito.

Em outro ponto extremo da cidade, no Jardim Paraíso, funcionários da secretaria, sob a luz de velas no começo desta noite, trabalhavam na colocação de lona na casa de dona Dasmari Cabreiro, de 41 anos, na Rua Thomas da Silva França. Com ela, moram na casa seis filhos. Outra equipe da secretaria também se deslocou para a Aldeia Nova Tereré, onde há também desabrigados. Neste sábado, uma equipe vai estar no Distrito de Quebra Coco, onde também houve registro de casas destelhadas.

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