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Interior

Nova Aliança destrói quase dois milhões de quilos de maconha na fronteira

A 25ª edição da operação entre Senad e PF brasileira foi encerrada hoje em Pedro Juan

Por Helio de Freitas, de Dourados | 31/03/2021 10:01
Helicóptero da PF brasileira pousa em área de cultivo de maconha (Foto: Divulgação/Senad)
Helicóptero da PF brasileira pousa em área de cultivo de maconha (Foto: Divulgação/Senad)

Terminou hoje (31) com a destruição de quase dois milhões de quilos de maconha a 25ª edição da Operação Nova Aliança, desencadeada para destruir roças de maconha na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

Executada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) com apoio de helicópteros da Polícia Federal brasileira, a ação durou duas semanas nas regiões de Cerro Kuatiá, Alpasa, de Bella Vista Norte e na área rural de Pedro Juan Caballero, cidade-gêmea de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Conforme o balanço final divulgado nesta quarta-feira pela assessoria da Senad, foram destruídos 635 hectares de roças de maconha. Levando em conta a produção média de três mil quilos por hectare, essas áreas produziriam 1.928 toneladas da droga pronta para o consumo.

O trabalho de campo, feito no meio de matas e morros por agentes da Senad e da FTC (Força-Tarefa Conjunta) com apoio dos helicópteros da PF e da Força Aérea do Paraguai identificou e destruiu 104 acampamentos usados pelos narcotraficantes para processar a maconha.

Nesses locais, as equipes encontraram 23,4 mil quilos de maconha processada. Toda a droga e equipamentos usados para secar e embalar a maconha foram queimados nos próprios locais. Assim como ocorre em todas essas operações, ninguém foi preso.

As autoridades paraguaias afirmam que nessas áreas produtoras atuam apenas trabalhadores rurais que acabam recrutados pelos traficantes por não terem outro meio de sobrevivência. Sem conseguir chegar aos patrões, a Senad comemora o fato de causar prejuízo ao esquema. Nessa etapa encerrada hoje, as perdas das quadrilhas foram estimadas em 57 milhões de dólares.

Em nota divulgada hoje, a Senad comemorou os resultados positivos da parceria com a Polícia Federal brasileira, chamando de “momento transcendental”, e cita como principal resultado a prisão do narcotraficante mais procurador do Paraguai, Jorge Teófilo Samudio González, o “Samura”, 49.

Foragido desde setembro de 2019 quando foi resgatado por seus comparsas do Comando Vermelho na capital Asunción, “Samura” foi preso segunda-feira (29) por agentes da PF em Sinop (MT) em trabalho conjunto com a Senad.

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