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Interior

Peão sequestrado perto da fronteira é libertado; governo nega resgate

Levado na noite de segunda-feira, Juan Carlos Olmedo foi solto ontem, na região de Horqueta

Por Helio de Freitas, de Dourados | 29/07/2021 09:31
Juan Carlos Olmedo, momentos depois de ser encontrado a 170 km de MS (Foto: ABC Color)
Juan Carlos Olmedo, momentos depois de ser encontrado a 170 km de MS (Foto: ABC Color)

O paraguaio Juan Carlos Olmedo Fernández, 46, sequestrado segunda-feira (26), por homens armados da fazenda onde trabalha, na região do povoado de Tacuatí, no Paraguai, foi libertado ontem à noite. Solto pelos sequestradores, ele foi resgatado na região de Horqueta, a 170 km de Ponta Porã (MS).

Segundo a imprensa paraguaia, apesar dos sequestradores terem exigido resgate de R$ 200 mil dólares, o ministro do Interior Arnaldo Giuzzio garantiu que o valor não foi pago. Ele acredita que os bandidos decidiram soltar Fernández devido ao cerco montado pela polícia.

A Estância Pindoty, de onde o peão foi levado, pertencente ao argentino Alfredo Maximiliano Cabezas, fica no Departamento (equivalente a Estado) de San Pedro.

Inicialmente, o Ministério Público do Paraguai descartou que o sequestro tenha sido praticado por grupos terroristas atuantes na região Norte do país vizinho, mas depois, a Polícia Nacional admitiu a possibilidade.

Na manhã de hoje, o irmão de Juan Carlos Fernández disse em entrevista à rádio Monumental AM que o sequestro foi praticado por pelo menos 12 homens armados e usando roupas camufladas. Segundo ele, o peão relatou ter visto na manga dos uniformes a marca da ACA-EP (Agrupación Campesina Armada Exército do Povo).

Fundada por antigos membros do EPP (Exército do Povo Paraguaio), a ACA se tornou o segundo grupo terrorista mais forte na região. No mês passado, os guerrilheiros da ACA foram apontados como responsáveis pelo sequestro e morte de Jorge Manuel Ríos, 24. O corpo dele foi encontrado no município de Caracol (MS).

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