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Interior

“Soldado” de grupo terrorista que atua na fronteira é preso no Paraguai

Membro do Exército do Povo Paraguaio foi localizado na região metropolitana de Asunción

Por Helio de Freitas, de Dourados | 26/07/2021 11:55
Jhonny Paredes Gauto, do EPP, foi preso hoje no Paraguai (Foto: Última Hora)
Jhonny Paredes Gauto, do EPP, foi preso hoje no Paraguai (Foto: Última Hora)

Jhonny Paredes Gauto, apontado como combatente ativo do grupo terrorista EPP (Exército do Povo Paraguaio), foi preso nesta segunda-feira (26) em Villeta, na região metropolitana de Asunción, a capital paraguaia.

De etnia indígena, Gauto é apontado pelo Ministério Público paraguaio como envolvido em pelo menos dois ataques com mortes naquele país. Ele foi preso em uma comunidade indígena nos arredores da cidade.

Segundo o comissário Nimio Cardozo, chefe do departamento antissequestro da Polícia Nacional, Jhonny Gauto faz parte da chamada “brigada indígena” e faz parte de uma comunidade da região Norte do Paraguai, exatamente onde o EPP atua.

Em entrevista à rádio Monumental AM, o policial disse que Gauto estava atualmente afastado do grupo terrorista por problemas internos.

Segundo Cardozo, existem indícios da participação do guerrilheiro em pelo menos dois ataques contra fazendas da faixa de fronteira. Nos dois casos os administradores foram mortos a tiros.

Os guerrilheiros marxistas do Exército do Povo Paraguaio têm forte atuação em áreas rurais dos departamentos (equivalentes a estados) de Concepción e Amambay – que possuem fronteira seca com Mato Grosso do Sul – e San Pedro, localizado a 200 km do território brasileiro.

Há quase 15 anos o grupo desafia o governo paraguaio espalhando terror principalmente em propriedades rurais, onde constantemente incendeiam casas, barracões e máquinas agrícolas. O EPP é contra a expansão das lavouras de soja no Paraguai.

Outra especialidade do EPP são os sequestros. Atualmente, três pessoas estão oficialmente em poder dos guerrilheiros, o pecuarista Félix Urbieta (desde outubro de 2016), o policial Edelio Morinigo (sequestrado em 5 de julho de 2014), e o ex-vice-presidente do Paraguai Oscar Denis, levado em setembro do ano passado.

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