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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Março de 2019

13/11/2018 07:42

Pistoleiros que mataram advogada são brasileiros, diz polícia paraguaia

Laura Casuso não usava colete à prova de balas e foi atingida por oito tiros de 9 milímetros; matadores fugiram para Ponta Porã

Helio de Freitas, de Dourados
Laura Casuso ao lado de seu cliente, o brasileiro Jarvis Gimenes Pavão (Foto: La Nación)Laura Casuso ao lado de seu cliente, o brasileiro Jarvis Gimenes Pavão (Foto: La Nación)

A Polícia Nacional do Paraguai afirma que os executores da advogada paraguaia Laura Marcela Casuso, 54, são brasileiros. Ela foi alvejada por oito tiros de pistola 9 milímetros quando saía de uma reunião na noite de ontem (12) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Em entrevista nesta manhã à rádio ABC Cardinal, o comissário Teófilo Giménez, um dos chefes da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, disse que os investigadores trabalham com a hipótese de os pistoleiros serem brasileiros.

Os matadores estavam em uma caminhonete Toyota Hilux preta com placa de São Paulo e teriam fugido para Ponta Porã logo após o crime, ocorrido no bairro Maria Victoria.

Segundo o comissário, a Hilux seria roubada em território brasileiro. Laura participava de uma reunião em uma loja maçônica a 400 metros da Linha Internacional quando recebeu uma ligação e saiu para frente do local.

Com o rosto coberto, o pistoleiro desce da caminhonete e começa a atirar. Ele se aproxima de Laura e faz vários disparos. Outro que estava dentro da caminhonete atira para o alto e também dispara em direção à advogada caída.

Narcotraficantes – Advogada do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão, Laura ficou conhecida no ano passado na luta que travou com o governo paraguaio para tentar impedir a extradição dele para o Brasil. Entretanto, ela perdeu todos os recursos e Pavão foi extraditado em dezembro do ano passado.

Ela também atuou em defesa de Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, integrante do Comando Vermelho, que está preso no Paraguai.

Policiais paraguaios afirmaram que Laura Casuso não usava colote à prova de bala, como foi informado inicialmente. Dos 18 tiros de pistola disparados pelos dois matadores, oito atingiram a advogada.

Com ferimentos no pâncreas, intestino e rins, a advogada chegou a ser levada para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero e em seguida transferida para a clínica particular Viva a Vida, mas morreu durante a cirurgia.



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