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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

14/12/2018 15:48

PMA apreende galos de briga e dono de rinha é autuado por crime ambiental

Proprietário do local onde galos eram colocados para brigar em aposta dos frequentadores foi multado em R$ 16,5 mil

Helio de Freitas, de Dourados
Cadeiras e latas de cerveja em volta de rinha onde galos eram colocados para brigar (Foto: Divulgação)Cadeiras e latas de cerveja em volta de rinha onde galos eram colocados para brigar (Foto: Divulgação)
Um dos 33 galos usados em brigas que foram apreendidos pela PMA (Foto: Divulgação)Um dos 33 galos usados em brigas que foram apreendidos pela PMA (Foto: Divulgação)

Um homem de 55 anos foi multado em R$ 16,5 mil e vai responder a processo acusado de crime ambiental de maus-tratos a animais por manter uma rinha para briga de galos em Dourados, a 233 km de Campo Grande.

A rinha que era frequentada diariamente por apostadores funcionava em uma propriedade a 7 km do perímetro urbano da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. O local foi descoberto por policiais do 3º Batalhão da PM em Dourados, que acionaram a PMA (Polícia Militar Ambiental).

De acordo com a corporação, quando chegaram à propriedade os policiais perceberam indícios de ter havido evento em dia anterior, pois em volta de arenas (rebolos) onde ocorriam brigas de galos foram encontradas cadeiras, papéis de apostas e cronômetros. Ao redor da arena também tinha muita lata vazia de cerveja e cadeiras.

Outros materiais de preparação dos galos como esporas artificiais, capas para transporte e 33 galos domésticos da espécie galo-índio (Gallus gallus domesticus) em gaiolas também foram encontrados. Todo o material foi apreendido, segundo a PMA.

Os animais apresentavam ferimentos na crista e peito. As aves estavam mutiladas, com as esporas cortadas, sinais característicos de uso dos animais em rinhas. Um médico veterinário emitiu atestado indicando maus-tratos em todos os animais.

O dono da propriedade e dos galos foi levado à delegacia de Polícia Civil e vai responder por crime ambiental, cuja pena é de três meses a um ano de detenção. O nome dele não foi divulgado.

Gaiolas onde galos de briga eram mantidos, em uma propriedade rural em Dourados (Foto: Divulgação)Gaiolas onde galos de briga eram mantidos, em uma propriedade rural em Dourados (Foto: Divulgação)
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