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Interior

Polícia “estoura” entreposto de maconha do Comando Vermelho na fronteira

Fazenda localizada perto de Amambai escondia 3 toneladas de droga; caseiro foi preso e polícia procura o dono

Por Helio de Freitas, de Dourados | 18/11/2021 11:42
Fardos de maconha apreendidos pela PRF em entreposto do Comando Vermelho. (Foto: Divulgação)
Fardos de maconha apreendidos pela PRF em entreposto do Comando Vermelho. (Foto: Divulgação)

Fazenda localizada perto do perímetro urbano de Amambai (a 360 km de Campo Grande) estava sendo usada como entreposto de maconha do Comando Vermelho. A facção criminosa carioca disputa com o PCC (Primeiro Comando da Capital), o controle do tráfico na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

O entreposto foi descoberto por policiais rodoviários federais durante investigação sobre a atuação dos narcotraficantes na linha internacional.

Encontrado na propriedade, José Ferreira de Figueiredo, 67, foi preso em flagrante. A polícia agora tenta localizar o dono da droga, identificado como Gilberto Duarte Gulhão, 36. Com diversos antecedentes criminais, ele já cumpriu pena por tráfico em São Paulo e Mato Grosso do Sul e seria integrante do Comando Vermelho.

O trabalho dos policiais rodoviários federais começou ainda na tarde de ontem (17) e só terminou na madrugada desta quinta-feira. A investigação teve início após denúncia de que carregamento de droga sairia da região de fronteira com destino a São Paulo e Gilberto seria o fornecedor.

Várias equipes foram mobilizadas. Os fardos de maconha estavam no silo da propriedade, localizada na margem da MS-156. No local, os policiais prenderam José Figueiredo, responsável por guardar a maconha. Ele disse que mora na fazenda há 3 anos. Os proprietários não possuem ligação com o tráfico.

Veja o vídeo:

Dono da droga, Gilberto Gulhão é tio do neto do caseiro. José Figueiredo confessou ter sido contratado por R$ 200 para permitir que a maconha fosse deixada na propriedade.

Os policiais mostraram a foto de Gilberto ao caseiro e ele confirmou ser a mesma pessoa que o contratou. José Figueiredo foi levado para a Polícia Civil em Amambai e autuado em flagrante por tráfico. A polícia deve pedir a prisão preventiva de Gilberto Gulhão.

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