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Interior

Polícia investiga se incêndio em ônibus escolar de Miranda foi criminoso

Bruno Chaves | 29/11/2013 15:06
Veículo estava estacionado em frente à casa do motorista quando foi atacado (Foto: Divulgação/Cimi)
Veículo estava estacionado em frente à casa do motorista quando foi atacado (Foto: Divulgação/Cimi)

A Delegacia de Polícia Civil de Miranda – a 201 quilômetros de Campo Grande – investiga as causas do incêndio que atingiu e destruiu um ônibus escolar que transportava alunos da Aldeia Cachoeirinha. O incidente ocorreu na madrugada de ontem (28).

Ainda não é possível afirmar se a ação foi criminosa, de acordo com a Polícia Civil. O ônibus foi atacado em frente à casa do motorista, que prestou depoimento.

Horas depois do atentado, peritos de Aquidauana foram à cidade de Miranda para analisar o veículo. A perícia foi realizada e a delegacia aguarda os laudos para dar continuidade na investigação.

O veículo incendiado é particular e atende alunos da Prefeitura de Miranda. De acordo com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), o ônibus transportava, diariamente, cerca de 30 estudantes terenas do ensino médio e fundamental.

Indígenas da região temem que o ataque esteja relacionado aos conflitos entre proprietários rurais e índios por terras em Mato Grosso do Sul. O ônibus estava vazio no momento da destruição e ninguém ficou ferido.

Segundo caso – Em 2011, um ônibus que levava estudantes indígenas foi atacado em Miranda. Na época, o veículo era ocupado por jovens entre 15 e 17 anos.

Por causa das pedras e coquetéis molotov, que eram jogados contra o veículo, seis pessoas, entre elas o motorista, sofreram queimaduras.

Ainda conforme o Cimi, quatro vítimas foram internadas em estado grave, sendo que a estudante Lurdesvoni Pires morreu por causa dos ferimentos.

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