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Interior

Prefeitura paga salários de até R$ 4.200 na sexta e demais até dia 20

Escalonamento da folha, anunciada ontem pelo Campo Grande News, foi confirmada há pouco pela Prefeitura de Dourados

Por Helio de Freitas, de Dourados | 04/10/2017 14:19
Sede da Prefeitura de Dourados; folha será escalonada pela primeira vez em 17 anos (Foto: Divulgação)
Sede da Prefeitura de Dourados; folha será escalonada pela primeira vez em 17 anos (Foto: Divulgação)

O pagamento dos salários de setembro dos servidores municipais de Dourados, a 233 km de Campo Grande, será escalonado. Quem recebe até R$ 4.200 terá o salário depositado na sexta-feira (6) e os demais devem receber até o dia 20 deste mês. O escalonamento, anunciado ontem (3) pelo Campo Grande News, foi confirmado há pouco pela assessoria de imprensa da prefeitura.

A medida, adotada pela primeira vez em 17 anos, foi a solução encontrada pela prefeitura da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul para pagar a folha diante da crise financeira que atinge o município.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeita Délia Razuk (PR), a maior parte dos servidores vai receber em dia. “Dos 7.196 servidores de Dourados, apenas 823 não terão os salários depositados em conta no quinto dia útil. Ou seja, a administração vai conseguir cumprir com a grande maioria do funcionalismo, pagando integralmente os salários de setembro nesta sexta-feira”, afirma a prefeitura.

A secretária municipal de Administração, Elaine Boschetti Trota, informou, através da assessoria, que os servidores com salário acima de R$ 4.200 vão receber até o dia 20 de outubro. “O escalonamento foi adotado em razão das dificuldades financeiras pelas quais passa o município, com aumento de despesas e estagnação da receita”, diz a assessoria.

Culpa do PCCR – Também através da assessoria, o secretário de Fazenda João Fava Neto apontou como principal fator para o aumento da despesa com pessoal o impacto dos planos de cargos e carreira do funcionalismo – servidores em geral, Procuradoria-Geral do Município, da Guarda Municipal e da Educação.

Segundo ele, também pesou para o saldo negativo os dois reajustes concedidos aos professores, que tiveram 11,36% em abril de 2016 e em outubro do mesmo ano a incorporação da gratificação do magistério. “Por isso que o impacto do PCCR é de R$ 6 milhões por mês na folha salarial”, afirmou o secretário, lembrando que a folha de setembro é de R$ 31 milhões.

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