Procurado após furtos, homem morto por “justiceiros” foi torturado e degolado
Marcelino Villalba Barreto tinha 38 anos; crime ocorreu ontem em Pedro Juan Caballero

Foi identificado na manhã desta quarta-feira (8) o corpo encontrado na noite de ontem em uma estrada vicinal na Colônia Cerro Corá’i, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada por uma rua de Ponta Porã.
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Marcelino Villalba Barreto, 38 anos, conhecido como "Casulo", foi encontrado morto em uma estrada vicinal em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O corpo apresentava sinais de tortura, degolamento e mãos amarradas. Ao lado, havia um bilhete atribuído aos "Justiceiros da Fronteira", grupo de extermínio suspeito de assassinar criminosos na região de fronteira com o Brasil.
De acordo com a Polícia Nacional, Marcelino Villalba Barreto, 38 anos, o “Casulo”, tinha antecedentes criminais por furto qualificado e estava com a prisão decretada pela Justiça daquele país pelo mesmo crime.
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A polícia paraguaia investiga se Marcelino foi vítima dos chamados “Justiceiros da Fronteira”, grupo de extermínio apontado como responsável por dezenas de assassinatos de ladrões e assaltantes na linha internacional. Ao lado do corpo foi encontrada uma folha de caderno com a frase em castelhano “Justiceiros estão de volta. Não roubar”.
O médico legista da Polícia Nacional, Lucas Riveros, informou que Marcelino Barreto tinha ferimentos na cabeça e no rosto, típicos de vítimas de tortura, e foi degolado com uma faca. O corpo foi encontrado com as mãos amarradas para trás.
Inicialmente havia informação de que o homem tinha marcas de tiros, mas o levantamento inicial não constatou esses ferimentos. O legista também afirmou que devido à quantidade de sangue ao lado do corpo, tudo indica que o foragido foi assassinado no local onde foi encontrado.
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