Projeto federal prevê R$ 66 milhões em obras de saúde, educação e lazer
Paço Municipal terá R$ 17 milhões, mais que as 25 unidades de saúde

Corumbá poderá receber R$ 62,5 milhões do Governo Federal para reformar unidades de saúde, escolas, creches, espaços de assistência social, praças e prédios administrativos. Os recursos foram solicitados por meio do programa Pró-Cidades, mas ainda dependem da análise do ministério responsável e da Caixa Econômica Federal.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Com a contrapartida local de R$ 3,5 milhões, o investimento previsto chega a R$ 66 milhões. A maior parte, R$ 61,6 milhões, será destinada à recuperação de estruturas públicas já existentes. Outros R$ 3 milhões estão reservados apenas para a elaboração dos projetos executivos.
- Leia Também
- Santa Casa de Corumbá recebe R$ 1,5 milhão para cirurgias em 5 especialidades
- Brasil e Bolívia treinam equipes em curso inédito contra incêndios no Pantanal
A proposta prevê R$ 14,6 milhões para reformas em 25 unidades de saúde e R$ 10,5 milhões para intervenções em 28 escolas e creches. Dez unidades de assistência social receberiam R$ 3,3 milhões.
Praças, parques e espaços esportivos aparecem com uma fatia de R$ 16,2 milhões. O dinheiro seria usado na reforma e reorganização de 27 áreas públicas destinadas ao lazer e à prática de atividades físicas.
O maior investimento individual, porém, não está diretamente ligado à saúde, à educação ou à assistência social. São R$ 17 milhões previstos para reformar e ampliar o Paço Municipal, incluindo a instalação de um sistema de energia solar. O valor supera, por exemplo, todo o orçamento reservado para as 25 unidades de saúde.
Na área tecnológica, a proposta reserva R$ 1 milhão para a criação de uma sala de monitoramento urbano. A estrutura deverá reunir dados municipais, servidores, sistemas de rede, painel de acompanhamento e programas com recursos de inteligência artificial.
Também estão previstas capacitação de servidores, atualização das ferramentas digitais de atendimento à população e melhorias em pontos e estruturas do transporte coletivo.
A seleção da proposta representa apenas uma etapa. O dinheiro federal ainda não está liberado, e as obras dependerão da aprovação técnica e financeira dos projetos. Caso a operação seja autorizada, será necessário divulgar cronogramas, custos individualizados e critérios para definir quais unidades serão atendidas primeiro. Com R$ 62,5 milhões vindos dos cofres federais, transparência e fiscalização não podem entrar apenas depois que as obras começarem.

