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Interior

Projeto federal prevê R$ 66 milhões em obras de saúde, educação e lazer

Paço Municipal terá R$ 17 milhões, mais que as 25 unidades de saúde

Por José Cândido | 09/09/2026 11:13
Projeto federal prevê R$ 66 milhões em obras de saúde, educação e lazer
Reforma do Paço Municipal receberá R$ 17 milhões, valor superior ao destinado a todas as unidades de saúde incluídas no projeto. (Foto divulgação)

Corumbá poderá receber R$ 62,5 milhões do Governo Federal para reformar unidades de saúde, escolas, creches, espaços de assistência social, praças e prédios administrativos. Os recursos foram solicitados por meio do programa Pró-Cidades, mas ainda dependem da análise do ministério responsável e da Caixa Econômica Federal.

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Corumbá pode receber R$ 62,5 milhões do Governo Federal pelo programa Pró-Cidades para reformar unidades de saúde, escolas, creches, espaços de assistência social, praças e prédios administrativos. Com contrapartida local de R$ 3,5 milhões, o investimento total chega a R$ 66 milhões. O maior gasto individual, R$ 17 milhões, é para reforma do Paço Municipal. Os recursos ainda dependem de aprovação técnica e financeira do ministério responsável e da Caixa Econômica Federal.

Com a contrapartida local de R$ 3,5 milhões, o investimento previsto chega a R$ 66 milhões. A maior parte, R$ 61,6 milhões, será destinada à recuperação de estruturas públicas já existentes. Outros R$ 3 milhões estão reservados apenas para a elaboração dos projetos executivos.

A proposta prevê R$ 14,6 milhões para reformas em 25 unidades de saúde e R$ 10,5 milhões para intervenções em 28 escolas e creches. Dez unidades de assistência social receberiam R$ 3,3 milhões.

Praças, parques e espaços esportivos aparecem com uma fatia de R$ 16,2 milhões. O dinheiro seria usado na reforma e reorganização de 27 áreas públicas destinadas ao lazer e à prática de atividades físicas.

O maior investimento individual, porém, não está diretamente ligado à saúde, à educação ou à assistência social. São R$ 17 milhões previstos para reformar e ampliar o Paço Municipal, incluindo a instalação de um sistema de energia solar. O valor supera, por exemplo, todo o orçamento reservado para as 25 unidades de saúde.

Na área tecnológica, a proposta reserva R$ 1 milhão para a criação de uma sala de monitoramento urbano. A estrutura deverá reunir dados municipais, servidores, sistemas de rede, painel de acompanhamento e programas com recursos de inteligência artificial.

Também estão previstas capacitação de servidores, atualização das ferramentas digitais de atendimento à população e melhorias em pontos e estruturas do transporte coletivo.

A seleção da proposta representa apenas uma etapa. O dinheiro federal ainda não está liberado, e as obras dependerão da aprovação técnica e financeira dos projetos. Caso a operação seja autorizada, será necessário divulgar cronogramas, custos individualizados e critérios para definir quais unidades serão atendidas primeiro. Com R$ 62,5 milhões vindos dos cofres federais, transparência e fiscalização não podem entrar apenas depois que as obras começarem.