Alvo da PF, Fio do Bigode mostra vida ostentação e já "brincou" ao ser preso
Aos 35,7 mil seguidores, ele exibe muitas viagens e luxo pelo litoral brasileiro
RESUMO
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Victor Baptista Borges Neto, conhecido como Fio do Bigode, foi preso na Operação Nexum da Polícia Federal em Campo Grande (MS). Ele é suspeito de integrar organização criminosa que contrabandeava eletrônicos do Paraguai, vendia parcelado de forma informal e cobrava dívidas com ameaças e armas. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 2 prisões preventivas, com bloqueio de bens de até R$ 10 milhões.
Preso na Operação Nexum, Victor Baptista Borges Neto, que se apresenta em rede social como Victor Fio do Bigode, esbanja ostentação em seu perfil no Instagram.
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Aos 35,7 mil seguidores, ele mostra muitas viagens desde 2023, principalmente por paraísos do litoral brasileiro, como o Arquipélago Fernando de Noronha, Balneário Camboriú (SC), Maceió (AL), Natal (RN) e cruzeiro. O apelido é por causa do esquema de venda: sem cartão, sem cheque, só no "fio do bigode".
Na rede social, Fio do Bigode também exibe muito bom humor sobre a venda de eletroeletrônicos. Em outubro de 2025, publicou imagens dele sendo preso, numa abordagem real da Polícia Militar, em caso de resistência. Contudo, a imagem é congelada e vira a seguinte manchete num jornal fictício: “Mercado em Choque: Fio do Bigode detido por segurar o estoque de iPhone 17 Pro Max”.
A postagem é acompanhada da frase “Prisão ou estratégia de marketing?”. Ele diz que o vídeo satírico não tem intenção de ofender autoridades. “Se ofendeu, respira fundo”.
Noutro vídeo, satiriza o que seria a rotina de um contrabandista. Acordar de madrugada, encher um saco com dinheiro em espécie, embarcar numa aeronave de pequeno porte para a fronteira com o Paraguai, comprar os celulares e retornar para casa. Os homens no vídeo aparecem encapuzados.
A oferta é de produtos de alto padrão, crediário próprio (semanal ou quinzenal) e mais de 1.500 negócios no “fio do bigode”. Conforme informado à Receita Federal, ele é dono de comércio varejista de bebida no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. No WhatsApp, o comércio aparece com a seguinte descrição: loja de eletrônicos, loja de conveniência e serviços de empréstimo.
A Justiça também decretou a preventiva de Luciano Henrique de Almeida e determinou que Jefferson Pereira da Silva use tornozeleira eletrônica.
Tentativa de homicídio – Luciano foi denunciado neste ano pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por tentativa de homicídio contra cinco pessoas. No mesmo processo, que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Victor responde por resistência.
A confusão aconteceu quando policiais militares foram designados para prestar apoio a oficial de justiça no cumprimento de mandado de busca e apreensão, para recolher um veículo Chevrolet Onix. Luciano disparou contra os policiais.
O advogado Luiz Fernando da Silva Cavalheiro, que atua na defesa de Luciano e Victor na operação da PF, afirma que ainda não teve acesso à decisão que fundamentou as prisões preventivas e vai se manifestar no decorrer do dia.
A operação da PF, com apoio da Receita Federal, reprime organização criminosa suspeita de promover a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai, comercializá-las de forma parcelada e informal e cobrar as dívidas resultantes mediante grave ameaça, inclusive com emprego de arma de fogo de grosso calibre.
São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva, todos no município de Campo Grande (MS). As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.
O Poder Judiciário determinou a indisponibilidade de bens imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, até o limite de R$ 10 milhões; o sequestro de quatro veículos; e a suspensão das atividades de três empresas utilizadas.
De acordo com a PF, os investigados divulgavam os produtos em redes sociais e realizavam cobranças mediante ameaças. Há também indícios de empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais.
Matéria editada às 9h46 para acréscimo da informação de que o vídeo da prisão é real, mas virou brincadeira em estratégia de marketing.
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