ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUARTA  09    CAMPO GRANDE 21º

Capital

"Fio do Bigode" liderava esquema de contrabando que movimentou R$ 10 milhões

Investigação revelou que Victor Borges financiava negócios ilícitos e coagia devedores com ameaças e armas

Por Ana Paula Chuva e Bruna Marques | 09/09/2026 09:29
"Fio do Bigode" liderava esquema de contrabando que movimentou R$ 10 milhões
Victor, o "Fio do Bigode", foi apontado como líder do grupo criminoso (Foto: Instagram)

A investigação da PF (Polícia Federal) que resultou na Operação Nexum deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), apontou Victor Baptista Borges Neto, o “Victor Fio do Bigode”, como o líder de uma organização criminosa que combinava agiotagem, contrabando, extorsão e lavagem de dinheiro. O rapaz foi alvo de mandado de prisão junto com Luciano Henrique de Almeida, que já está em unidade penal.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Polícia Federal deflagrou a Operação Nexum e prendeu Victor Baptista Borges Neto, conhecido como "Victor Fio do Bigode", líder de organização criminosa que praticava agiotagem, contrabando, extorsão e lavagem de dinheiro em Campo Grande. O grupo movimentou até R$ 10 milhões, vendia eletrônicos paraguaios e usava violência para cobrar devedores. Foram apreendidos celulares, eletrodomésticos e dois veículos.

O investigado, que ostentava a importação e venda ilegal de produtos em perfis da internet com piadas e paródias, comandava o esquema que movimentou vultosas quantias e usava de violência extrema para cobrar devedores.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Anezio Rosa de Andrade, as investigações tiveram início no começo do ano após a polícia receber denúncias sobre a atuação do grupo e constatar a ostentação pública promovida por Victor.

"Ele é o líder até então, mas tem outras pessoas que podem estar também nessa organização. Eles não têm nenhum tipo de renda lícita, não têm nenhum tipo de emprego formal. Todo o patrimônio que eles têm, inclusive as próprias mercadorias comprovadas em território nacional, era oriundo da prática desse tipo de crime”, declarou o delegado ao Campo Grande News.

"Fio do Bigode" liderava esquema de contrabando que movimentou R$ 10 milhões
Delegado Anézio durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Juliano Almeida)

 O lema – Ainda conforme o delegado, a denominação utilizada pelo chefe do grupo faz referência à expressão popular para acordos verbais, feitos estritamente na base da confiança, sem emissão de notas, boletos ou contratos formais. O grupo trazia eletrônicos do Paraguai,  como celulares, televisores e computadores , e os misturava a eletrodomésticos de origem nacional (geladeiras e fogões) adquiridos em marketplaces, vendendo tudo diretamente ao consumidor final com pagamento parcelado.

Quando as parcelas semanais, quinzenais ou mensais atrasavam, o grupo liderado por Victor recorria a táticas violentas de cobrança.   "Se a pessoa não pagasse, atrasasse as parcelas, eles usavam expedientes de intimidação, com arma de fogo. Teve episódios com disparo de arma de fogo e cobranças incisivas por WhatsApp, tanto pelo celular quanto cobranças presenciais", detalhou Anezio.

Durante as diligências, as equipes identificaram também a posse de armas de uso restrito por meio de quebra de dados telemáticos e apreenderam uma no local das buscas.

Estimativa financeira - A Justiça Federal deferiu ordens para bloqueio e indisponibilidade de bens do grupo que podem alcançar até R$ 10 milhões, valor calculado com base no tempo de atuação da organização e na movimentação de empréstimos ilegais.

Além de Victor e Luciano, ambos alvos de mandados de prisão, Jefferson Pereira da Silva teve medida cautelar cumprida para uso de tornozeleira eletrônica. As equipes estiveram em endereços ligados a “Fio do Bigode” nos bairros Los Angeles e Mário Covas.

Durante as buscas foram apreendidos sacos com celulares e outros aparelhos eletrônicos de origem paraguaia, eletrodomésticos de origem nacional, mas sem nota fiscal, um veículo Toyota Corolla e uma Saveiro.

As mercadorias de origem estrangeira serão encaminhadas à Receita Federal para os procedimentos tributários cabíveis, enquanto os itens nacionais passarão por processo de perdimento na Justiça por serem produto de infração penal.

Agora, os celulares e documentos apreendidos durante a operação serão analisados para apurar o envolvimento de terceiros e identificar eventuais patrimônios ocultos em nome de laranjas.


Confira a galeria de imagens:

  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News
  • Campo Grande News