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Interior

Protocolo de emergência obriga internação imediata para casos de chikungunya

Medida tenta evitar agravamentos e mortes em meio à sobrecarga na rede de saúde na região Sul

Por Kamila Alcântara | 07/04/2026 16:34
Protocolo de emergência obriga internação imediata para casos de chikungunya
Profissional de saúde atende indígena (Foto: Arquivo)

Em meio à epidemia de chikungunya em Dourados, o governo de Mato Grosso do Sul criou um protocolo emergencial que obriga a transferência de pacientes graves em até uma hora após o pedido de regulação.

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Mato Grosso do Sul criou um protocolo emergencial para transferência de pacientes graves com chikungunya em Dourados, exigindo regulação em até uma hora. A resolução, assinada pela secretária Chrystinne Maymone, prevê o mecanismo de vaga zero para casos sem leito disponível e proíbe recusas por superlotação. A taxa de positividade da doença está entre 72% e 79%. A medida vale enquanto durar a emergência.

A medida foi oficializada nesta terça-feira (7) por resolução, assinada pela secretária estadual de Saúde, Chrystinne Maymone. O texto estabelece um fluxo prioritário para casos considerados graves ou com risco de agravamento, diante da sobrecarga no sistema de saúde.

Essa regra vale principalmente para Dourados e região sul do Estado, onde a circulação do vírus segue intensa e com alto número de internações. Para pacientes classificados como prioridade máxima, a decisão sobre transferência precisa sair em até uma hora. Se não houver vaga disponível, entra em ação o chamado mecanismo de “vaga zero”.

Segundo a resolução, a vaga zero é um recurso excepcional que permite encaminhar o paciente mesmo sem leito disponível formalmente. “Recurso extraordinário utilizado pela regulação para garantir a transferência imediata do paciente crítico quando esgotadas as possibilidades de vagas”, diz o texto .

O objetivo é evitar que pacientes fiquem presos em unidades sem estrutura adequada, situação que aumenta o risco de complicações e morte.

O fluxo também define uma espécie de “fila preferencial” entre hospitais. O primeiro destino é o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Caso não haja resposta ou vaga, o paciente deve ser encaminhado ao Hospital Regional. Se ainda assim não houver aceite, a transferência deve ocorrer por vaga zero.

Outro ponto central da norma é a definição do que é considerado caso grave. Entram nessa categoria pacientes com falência de órgãos, necessidade de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou sinais de agravamento rápido. Também são considerados de risco pessoas com comorbidades, idosos, gestantes e pacientes indígenas.

O próprio texto reconhece o cenário crítico. A resolução cita que a taxa de positividade da doença está entre 72% e 79%, índice considerado extremamente alto e indicativo de circulação intensa do vírus .

A norma determina que nem a falta de resposta de hospitais pode atrasar a transferência. Nesses casos, o médico regulador deve decidir imediatamente. Além disso, hospitais não podem recusar pacientes com base em superlotação. Mesmo em situação limite, a unidade deve receber o paciente ao menos para estabilização inicial.

Essa medida tem caráter temporário e vale enquanto durar a situação de emergência em saúde pública causada pela epidemia.

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