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Interior

Sem energia há 7 dias, indígenas guaranis protestam em rodovia

O desabastecimento na região começou após um incêndio na rede elétrica que atingiu um canavial próximo

Por Lucia Morel | 06/11/2026 10:53

Indígenas da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, localizada no município de Antônio João, iniciaram um protesto com o bloqueio da rodovia estadual MS-384, no trecho que liga Antônio João a Bela Vista. A manifestação é devido à falta de energia elétrica que afeta a comunidade há uma semana.

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Indígenas da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Antônio João (MS), bloquearam a rodovia MS-384, no trecho que liga o município a Bela Vista, em protesto contra a falta de energia elétrica, que afeta a comunidade há uma semana. Segundo a vereadora Inaye Lopes Kaiowá, o problema começou após um incêndio na rede elétrica atingir um canavial. Sem energia, a bomba d'água da Sesai parou, e centenas de famílias ficaram sem água potável, além de perderem alimentos. A comunidade cobra da Energisa a troca da fiação e a manutenção da rede. A concessionária disse que enviará resposta.

De acordo com relatos e registros enviados pela vereadora Inaye Lopes Kaiowá, o desabastecimento na região começou após um incêndio na rede elétrica que atingiu um canavial próximo. A falta de eletricidade comprometeu o abastecimento de água potável no território indígena, além de provocar a perda de alimentos e danos a eletrodomésticos da população.

Em depoimento registrado durante a mobilização, lideranças indígenas ressaltam que o problema de infraestrutura e falhas no atendimento por parte da concessionária Energisa é recorrente. A comunidade relata que a falta prolongada de energia paralisa a bomba d'água responsável pelo suprimento local, mantido pela Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), deixando centenas de famílias sem água limpa para consumo.
A comunidade exige a presença de representantes e equipes técnicas da Energisa no local do protesto para garantir a substituição da fiação danificada, a manutenção corretiva da rede e o restabelecimento imediato dos serviços básicos essenciais.

Em contato com a concessionária, ela informou que a região da aldeia vem sendo atingida por uma sequência de temporais desde o início da semana, o que também provocou danos à rede elétrica. "No sistema de atendimento da concessionária, o primeiro chamado foi registrado em 02/11, às 17h50", cita nota da empresa.

A concessionária disse ainda que equipes operacionais estiveram no local e realizaram os reparos necessários, mas novas ocorrências foram registradas em 03/11, às 18h08, e em 04/11, às 7h27. "Em ambos os casos, o fornecimento de energia foi restabelecido".

Sobre o atual protesto, a Energisa informou que há uma solicitação em aberto, registrada às 21h57 de 04/11. "As interrupções ocorreram em razão dos danos causados pelos temporais que atingem a região desde o início da semana, ocasionando recorrência nas ocorrências de falta de energia".

Além disso, "devido aos danos provocados pelos ventos intensos e descargas atmosféricas, é necessária a utilização de maquinário pesado para a execução dos reparos, o que amplia o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos", reforça a empresa.

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