Contra asfalto “casca de ovo”, Adriane anuncia testes de qualidade
Equipe da UFMS avaliará novas pavimentações; anúncio ocorreu no Guanandi II, que terá obras em 12 vias
Todas as novas obras de asfalto em Campo Grande passarão por avaliação de qualidade da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), anunciou a prefeita Adriane Lopes (PP) nesta sexta-feira (6). Ela apresentou a medida durante a assinatura da ordem de serviço para pavimentação e drenagem de 12 vias do Guanandi II, com investimento de R$ 8,6 milhões.
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Segundo Adriane, a prefeitura firmou um convênio com a universidade para verificar os serviços. A prefeita afirmou que as empresas responsáveis pelas obras terão de atender às normas exigidas na avaliação.
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“Nós fizemos um convênio com a UFMS para que todas as obras de asfalto feitas em Campo Grande passem pela aferição e tenham o certificado de uma equipe de cientistas e engenheiros que conhecem a realidade e trabalham para aferir e garantir a qualidade do serviço. E as empresas têm que se adequar às normas, porque vão passar por essa aferição”, declarou.
No Guanandi II, a Macro Engenharia e Construções Ltda. executará a primeira etapa, com prazo de até 240 dias. As equipes já iniciaram os serviços de drenagem na Rua Itarumã. A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) acompanhará e fiscalizará os trabalhos.
O pacote também contempla as ruas Abaté, Araripina, Cabedelo, Fernando Torres, Ibicaré, Igarassu, Ipigua, Jornalista Valdir Lago e Leonor Garcia Rosa Pires, além das travessas Apiúna e Ipeúna.
Adriane afirmou que a segunda etapa já passou por licitação e terá início assim que a primeira terminar. A prefeitura prevê outros R$ 7,7 milhões para essa fase, o que elevará o investimento no bairro a aproximadamente R$ 16,3 milhões.

“São oito meses previstos para a obra aqui no Guanandi II, na primeira etapa. E a gente vai dar sequência. A segunda etapa já foi licitada. Assim que terminar a primeira, a segunda já entra, porque já está totalmente licitada”, disse.
A expectativa pelas obras divide espaço com a cobrança de quem continuará esperando. Morador da Rua Altamira, o aposentado José Pedro da Costa, 65 anos, vive no bairro há 30 anos e afirma que sua via ficará fora desta primeira etapa.
“É, ajuda, mas seria melhor se asfaltassem todas, né? Lá pra cima também tem muita rua sem asfalto”, comentou sobre as melhorias previstas nas proximidades de sua casa.
José relata que a falta de pavimentação prejudica a rotina tanto no período seco quanto nos dias de chuva. “Quando está sem chuva, a poeira é demais. E, quando está chovendo, pra sair de casa é um problema, porque a rua vira um rio. A água vem toda e não tem saída.”
Na Rua Ibicaré, incluída no pacote, a doméstica Maria da Glória Lopes Pontes, 56 anos, espera que a obra encerre os transtornos que enfrenta desde que chegou ao Guanandi II, há 15 anos.
Mesmo com a própria rua contemplada, ela defende que a pavimentação alcance todos os moradores. “Se for asfaltar, tem que asfaltar todas as ruas. Eu não acho certo”, afirmou sobre a divisão do atendimento.
Para Maria, a mudança mais esperada é simples: “acabar com a lama, o barro, a poeira”.
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