Suspeita de tortura, mulher cuidava de criança há 1 ano e era chamada de “mamãe”
Pais biológicos foram intimados para comparecerem à delegacia; menina está sob proteção do Conselho Tutelar
A mulher de 51 anos presa em flagrante nesta quinta-feira (5), em Rio Verde de Mato Grosso, cidade a 203 km de Campo Grande, suspeita de torturar uma criança de 4 anos, era chamada de mamãe pela menina. "Mamãe que fez isso", disse aos conselheiros tutelares que atenderam a ocorrência. As informações iniciais são de que a vítima residia com a suspeita, que se apresentava como cuidadora da menina, há cerca de um ano.
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Uma cuidadora de 51 anos foi presa em Rio Verde de Mato Grosso, acusada de torturar uma menina de 4 anos que a chamava de "mamãe". A criança apresentava hematomas, cortes no lábio, inchaço na cabeça e lesões na região genital, indicando possível violência continuada. A denúncia partiu do Conselho Tutelar, que encaminhou a vítima para avaliação médica, onde foram identificadas lesões recentes e antigas, além de indícios de violência sexual. A suspeita afirmou ter assumido os cuidados da menina devido a problemas familiares envolvendo os pais, usuários de drogas. A criança foi encaminhada para acolhimento institucional, enquanto a cuidadora foi autuada por tortura, lesão corporal, maus-tratos e violência sexual. Investigadores seguem apurando os detalhes do caso para esclarecer todas as responsabilidades.
O caso veio à tona após uma denúncia telefônica recebida pelo Conselho Tutelar, relatando que a criança estaria visivelmente machucada. Duas conselheiras foram ao local, no bairro Paraíso Cacerense, e constataram diversos hematomas no rosto e em outras partes do corpo, além de cortes no lábio, inchaço na cabeça e sinais de lesões na região genital, indicando possível violência continuada.
A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio e garantiu a segurança da menina, que foi encaminhada ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha para avaliação médica. Durante os exames iniciais, profissionais de saúde identificaram lesões recentes e antigas, além de indícios compatíveis com possível violência sexual e suspeita de doença sexualmente transmissível. Exames periciais complementares foram solicitados para esclarecer a origem das lesões.
Após o atendimento, a criança foi encaminhada para acolhimento institucional, permanecendo sob proteção da rede de assistência social devido à situação de extrema vulnerabilidade e risco iminente.
A suspeita, que afirmou não ser mãe da criança, disse ter assumido os cuidados devido a problemas familiares envolvendo os pais, que são usuários de drogas. Os pais biológicos já foram intimados e compareceram à delegacia nesta sexta-feira (6), onde foram ouvidos. Ainda não há detalhes do depoimento.
A criança identifica a mulher como mãe, evidenciando a proximidade e confusão no vínculo afetivo. A Polícia Civil autuou a mulher em flagrante pelos crimes de tortura, lesão corporal, maus-tratos e violência sexual. Exames periciais preliminares confirmaram a materialidade do crime, e investigações seguem para apurar todos os detalhes e responsabilidades. (Com informações do site Rio Verde News)
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