Traficante da fronteira na lista dos mais procurados do Paraguai é preso
Narciso Ayala, o “Bugão”, atua na linha internacional com MS e foi localizado do outro lado do país
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Narciso Ayala, o "Bugão", 44 anos, um dos três criminosos mais procurados do Paraguai, foi preso na madrugada desta segunda-feira (11) em Encarnación, cidade na fronteira com a Argentina. Líder de um clã do tráfico no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, ele também era procurado pela Justiça brasileira. O chefe da Divisão Antinarcóticos classificou a prisão como um golpe importante contra o narcotráfico.
O paraguaio Narciso Ayala, 44 anos, o “Bugão”, um dos três criminosos mais procurados do Paraguai, foi preso na madrugada desta segunda-feira (11) por policiais da Divisão Antinarcóticos da Polícia Nacional.
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Líder de um clã do tráfico baseado no departamento de Canindeyú, na linha internacional com Mato Grosso do Sul, Ayala foi localizado em Encarnación, cidade paraguaia na margem do Rio Paraguai, na fronteira com a Argentina. Ele dormia quando os policiais invadiram o condomínio onde “Bugão” estava morando (veja o vídeo acima).
Em outubro de 2021, Narciso Ayala escapou de uma operação da Polícia Nacional em Salto del Guairá, mas familiares dele e outros integrantes do clã foram presos. Pelo menos 21 imóveis, avaliados em 25 milhões de dólares, foram confiscados naquela ação. Segundo a imprensa paraguaia, o traficante teria sido avisado da operação por policiais cooptados pela organização.
Segundo investigadores paraguaios, apesar de ser o mais novo de 4 irmãos, “Bugão” liderava o clã familiar, responsável pela remessa de carregamentos de droga para o Brasil e pela lavagem de dinheiro através de fazendas e empresas de fachada. Ele também era procurado pela Justiça brasileira.
O chefe da Divisão Antinarcóticos, Mario Vallejos, classificou a prisão de Narciso Ayala como um golpe importante contra o narcotráfico.
“Agora vamos analisar todas as atividades que esse líder narco estava desenvolvendo na região sul do país, porque Encarnación não era apenas seu local de refúgio e sim uma zona onde também havia começado a operar”, afirmou o policial. “Prendemos hoje a cabeça que estava faltando, agora temos de trabalhar em silêncio para descobrir as conexões que possam existir”, completou.
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