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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

05/05/2016 17:29

Universitária inventou estupro para esconder sexo com homem casado

Titular da Delegacia da Mulher disse hoje que estupro que teria ocorrido em campus de Dourados não aconteceu; mesmo inocente, ex-namorado da estudante continua preso

Helio de Freitas, de Dourados
Delegada da mulher e o delegado regional entre reitores da UFGD e Uems (Foto: Sidney Bronka/94 FM)Delegada da mulher e o delegado regional entre reitores da UFGD e Uems (Foto: Sidney Bronka/94 FM)

O suposto estupro de uma universitária de 19 anos, que teria ocorrido no dia 4 de abril deste ano no campus de duas universidades públicas em Dourados, a 233 km de Campo Grande, não aconteceu. A história foi inventada pela estudante, que cursa letras na Uems (Universidade Estadual De Mato Grosso do Sul), para esconder que tinha feito sexo com um homem casado.

Para proteger a identidade do parceiro, ela culpou o ex-namorado, um presidiário do semiaberto com várias passagens pela polícia por outros crimes, mas que foi acusado injustamente pelo estupro. Ele continua preso pelo crime que não cometeu.

A verdadeira história foi relatada em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (5) pela titular da Delegacia da Mulher na cidade, Paula Ribeiro dos Santos Oruê. Também estavam presentes o delegado regional de Polícia Civil, Lupércio Degerone, e os reitores da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) Fábio Edir dos Santos Costa e da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Liane Calarge.

De acordo com a delegada, a estudante praticou sexo com o homem casado no prédio da antiga biblioteca municipal, na Praça Antonio Alves Duarte, área central da cidade, próximo ao terminal de transbordo, onde os universitários pegam o ônibus para chegar ao campus.

Sangramento – Como era virgem, a universitária apresentou sangramento e chegou em casa com as roupas sujas. O fato chamou a atenção da mãe, que quis saber o que tinha ocorrido. Como não podia contar a verdade, a estudante culpou o ex-namorado, um homem de 36 anos com quem tinha se envolvido em 2014.

O homem foi preso em flagrante, mas desde o início, policiais da cidade desconfiavam da história. Testemunhas foram ouvidas e a situação do acusado se complicou por ele não ter sido visto durante um intervalo de duas horas, justamente no horário em que teria ocorrido o suposto estupro.

Segundo a delegada, como as provas, principalmente laudos periciais, não corroboravam a versão de estupro, e sentindo-se pressionada pela família, a estudante foi chamada para novo depoimento na delegacia e confessou que tinha inventado a história.

Depois de muita relutância, ela contou o nome do homem casado com quem tinha feito sexo. Chamado para prestar depoimento, ele confirmou a história e disse que o ato sexual foi consentido.

Ainda preso – Mesmo inocente da acusação de estupro, o homem continua preso na carceragem da 1ª Delegacia de Polícia Civil.

A delegada disse que o inquérito com todas as provas de que o crime não ocorreu será encaminhado ao Judiciário e uma audiência está marcada para o dia 30 deste mês, para quando é esperado o relaxamento da prisão em flagrante.



Casos assim dessa mulher, deveriam ser severamente punidos. Pois se trata de uma imputação gravíssima e leviana. Mas o que esperar da lei não pune severamente nem os homicidas.
 
Adriano em 06/05/2016 11:01:15
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