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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

08/03/2018 18:35

Juiz bloqueia R$ 3,64 milhões de ex-deputado por suspeita de origem de recursos

Beto Mariano era fiscal da Agesul e figura entre os investigados em ação da Polícia Federal, ação foi movida pelo MPMS e sugere evolução patrimonial incompatível com a renda do servidor

Humberto Marques

Decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, bloqueou R$ 3,64 milhões em bens e recursos de Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o ex-deputado Beto Mariano, da mulher, de uma filha e do genro, por suspeitas de ilicitude na origem dos recursos apontada durante a Operação Lama Asfáltica. A acusação partiu do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que recebeu informações da ação compartilhadas pela Polícia Federal.

Fiscal de Obras da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Mariano é acusado de registrar evolução patrimonial incompatível com sua renda declarada. Além disso, teria usado familiares para ocultar bens e movimentar recursos que não seriam justificados com seus rendimentos.

As afirmações, conforme a denúncia, surgiram em meio a interceptações telefônicas que fundamentaram investigações da PF, cujo Núcleo de Pesquisa e Investigação apontou que, de 2008 a 2014, o acusado e sua mulher tiveram “fluxo de caixa deficitário”, o que evidenciaria omissão de rendimentos “que poderia estar atrelada a ganhos advindos do esquema criminoso investigado na Operação Lama Asfáltica”, pontua a ação.

Omissão – A suspeita é de que Mariano teria omitido receitas de atividade rural, ao passo que uma filha apresentou evolução com a aquisição de várias propriedades em conjunto com outras pessoas, como o ex-secretário Edson Giroto (Obras). A suspeita é que ela teria sido usada para ocultar bens.

Gomes Filho ressaltou que a indisponibilidade dos bens não significa expropriação imediata, e sim que ficarão bloqueados para garantir futura execução visando ao ressarcimento de prejuízos comprovados ao Estado. A deliberação abrange veículos, imóveis, valores financeiros e planos previdenciários privados.

Por se tratar de decisão de primeira instância, ela pode ser contestada. No seu “braço estadual”, a Lama Asfáltica apura questões como superfaturamento e desvios de recursos de obras estaduais realizadas até 2014. Entre elas estão serviços de pavimentação e manutenção de rodovias, de sua licitação até a concessão de contratos a empresas.



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